O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou ao Congresso, em carta enviada nesta sexta-feira (1º), que as hostilidades com o Irã “foram encerradas”, apesar de tropas americanas continuarem mobilizadas na região. As informações foram divulgadas pela Associated Press.
Na prática, a mensagem de Donald Trump tenta contornar o prazo legal que terminou na quinta-feira (30) para que o Congresso autorizasse a continuidade da guerra. Nos EUA, o presidente pode iniciar ações militares sozinho, mas precisa do aval do Congresso em até 60 dias para manter o conflito.
Como o Congresso não votou o tema, o governo passou a afirmar que a regra não se aplica porque o conflito teria terminado com um cessar-fogo iniciado no começo de abril.
Apesar disso, o próprio presidente indicou que a crise está longe do fim. Segundo Trump, o Irã ainda representa uma “ameaça significativa” aos Estados Unidos e às Forças Armadas americanas.
O Congresso entrou em recesso por uma semana sem tomar nenhuma decisão sobre a guerra. Parlamentares republicanos, maioria nas duas Casas, evitaram levar o tema a votação — movimento visto como tentativa de não confrontar o presidente.
O líder republicano no Senado, John Thune, disse que não pretende pautar uma autorização militar para o uso da força contra o Irã.
“Estou ouvindo atentamente os membros do partido, mas, neste momento, não vejo isso acontecendo”, afirmou.
A resistência em enfrentar Trump ocorre em um momento politicamente delicado para os republicanos, com aumento da insatisfação popular tanto com o conflito quanto com o impacto nos preços dos combustíveis.
Ainda assim, a maioria do partido apoia a condução da guerra ou prefere dar mais tempo ao presidente diante do cessar-fogo frágil entre os dois países.
A chamada Lei de Poderes de Guerra foi criada em 1973, após a Guerra do Vietnã, justamente para limitar ações militares iniciadas sem aprovação do Congresso.
Mesmo assim, o governo Trump nunca demonstrou interesse em pedir autorização formal para atuar contra o Irã ou outros países.
Em audiência no Congresso nesta semana, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que o cessar-fogo interrompeu a contagem do prazo legal.
O Irã ainda controla o estratégico Estreito de Ormuz, enquanto a Marinha dos EUA mantém um bloqueio naval para impedir a exportação de petróleo iraniano.
Democratas contestam essa interpretação. Eles afirmam que a guerra não pode ser considerada encerrada enquanto forças americanas continuam operando na região.
O senador Adam Schiff afirmou que o uso contínuo de meios militares mantém o prazo em vigor.
“Parar parte das operações, mas manter outras, não interrompe o relógio”, afirmou.

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