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Governo Trump retirará 700 agentes do ICE de Minnesota

Diante das mortes e ondas de protestos contra a presença do ICE, a agência de Imigração e Fronteiras dos EUA, em Minnesota, o governo de Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (4) que vai retirar do estado 700 agentes.

No total, 3.000 agentes haviam sido enviados ao estado para implementar a política de Trump de caçar e prender imigrantes em situação irregular.

A retirada, embora parcial, é o primeiro movimento de Trump para reduzir a presença do ICE em Minnesota. A medida foi anunciada pelo "czar da fronteira" do presidente norte-americano, Tom Homan, que foi enviado por Trump ao estado após a revolta gerada pela morte do enfermeiro Alex Pretti após ser alvejado por agentes do ICE.

O deslocamento de Homan para Minnesota foi visto como uma tentativa de Trump de amenizar a atuação dos agentes de imigração no estado.

Na segunda-feira (2), a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem disse que o governo dos EUA começou a distribuir câmeras corporais a todos os agentes do ICE. Segundo Noem, o programa será expandido para todo o país conforme houver disponibilidade de recursos.

"Com efeito imediato, estamos distribuindo câmeras corporais para todos os policiais em serviço em Minneapolis. Conforme houver disponibilidade de recursos, o programa será expandido para todo o país", disse Noem na emissora X.

Kristi Noem, chefe do Departamento de Segurança Interna dos EUa — Foto: g1

A medida é uma resposta aos protestos contra as ações do ICE na cidade, palco de uma operação em massa de captura e deportação de imigrantes não regularizados.

Alguns dos agentes do serviço de imigração já usavam câmeras nos uniformes, mas não existia uma exigência para que todos tivessem o equipamento.

Um dos mortos, o enfermeiro Alex Pretti, atingido por dez tiros por agentes do ICE em 24 de janeiro, foi rotulado de "encrenqueiro" por Donald Trump.

Nos EUA, milhares de manifestantes protestam contra a política migratória de Trump

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Manifestantes no protesto "ICE Out" (Fora ICE) em Minneapolis, em 30 de janeiro. — Foto: REUTERS/Tim Evans

Mortes de poeta e de enfermeiro

Na semana passada, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou ter aberto uma nova investigação sobre a morte de Alex Pretti, focando na violação de seus direitos fundamentais. A instituição enfatizou que se trata de um procedimento "padrão".

Antes de Alex Pretti, Renee Good, uma mãe de 37 anos, foi morta em 7 de janeiro por um agente do ICE. Os opositores dessa política continuam se mobilizando de Nova York, na costa leste, a Los Angeles, na costa oeste, reunindo cerca de mil pessoas em cada ocasião.

Agentes do ICE imobilizam mulher durante operação em Minnesota, em 21 de janeiro de 2026. — Foto: REUTERS/Leah Millis

Protestantes gritam em manifestação contra o ICE no Texas, em 30 de janeiro. — Foto: REUTERS/Antranik Tavitian

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