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Governo Trump volta a acusar China de realizar testes com armas nucleares

"O governo dos EUA está ciente de que a China realizou testes explosivos nucleares. O arsenal nuclear inteiro da China não tem limites, nem transparência, nem declarações, nem mecanismos de controle", afirmou o subsecretário dos EUA para o controle de armas, Thomas DiNanno.

Trump defende novo acordo nuclear 'aprimorado' após New START

Presidente dos Estados Unidos Donald Trump — Foto: AP Photo/Alex Brandon

O tratado New START, que expirou nesta semana, era o último acordo em vigor entre EUA e Rússia que limitava seus arsenais nucleares e era importante porque estabelecia limites para o número de ogivas atômicas estratégicas que os países poderiam manter prontas para uso em seus arsenais, além de impor outras regras às suas capacidades militares. (Leia mais abaixo)

Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que evitou que “guerras nucleares eclodissem em diferentes partes do mundo”, mas disse que o New START não deveria ser renovado.

“Deveríamos colocar especialistas nucleares para trabalhar em um novo tratado, aprimorado e modernizado, capaz de durar por muito tempo no futuro”, escreveu Trump.

Na quinta-feira, o site norte-americano "Axios" revelou que EUA e Rússia estão negociando um prolongamento do tratado nuclear. Três autoridades norte-americanas ouvidas pela reportagem afirmaram que as conversas avançaram nas últimas horas, mas ainda não houve consenso.

Uma autoridade da Casa Branca afirmou à repórter da TV Globo Raquel Krahenbuhl que “haverá notícias” sobre o New START, indicando possíveis negociações nos bastidores. A fonte disse também que um novo acordo deve incluir a China. A fonte, porém, não deu mais detalhes nem disse quando essas “notícias” seriam anunciadas.

Infográfico mostra capacidades nucleares de EUA e Rússia e histórico do tratado New START. — Foto: Kayan Albertin/Arte g1

O New START é o último tratado de controle de armas entre as duas maiores potências nucleares do mundo. O acordo foi assinado em 2010 por Dimitri Medvedev, que era presidente da Rússia na época, e Barack Obama.

O tratado entrou em vigor em 2011 e foi estendido em 2021 por mais cinco anos, após a posse de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos.

Pelo acordo, Moscou e Washington se comprometem a não implantar mais de 1.550 ogivas nucleares estratégicas e 700 mísseis e bombardeiros de longo alcance.

O texto também prevê inspeções mútuas. Cada país pode realizar até 18 inspeções anuais em locais estratégicos de armas nucleares. As inspeções foram suspensas em março de 2020, durante a pandemia da Covid-19.

As negociações para retomar as inspeções estavam previstas para novembro de 2022, no Egito, mas foram adiadas pela Rússia e não houve definição de nova data.

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