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Gregory Bovino, o rosto da truculência contra imigrantes em Minneapolis

Preste atenção nesse nome: Gregory Bovino, o obstinado comandante da polícia de fronteira dos Estados Unidos que lidera a repressão aos imigrantes em Minneapolis, onde dois cidadãos americanos já morreram pela ação de agentes federais.

Aos 55 anos, ele cultiva a fama de valentão e gosta de ostentar armas de grosso calibre em fotos e vídeos.

Costuma aparecer vestido com um longo sobretudo verde oliva de botões de latão, que fez a mídia alemã automaticamente associá-lo ao uniforme usado por oficiais do regime nazista.

Agentes federais dos EUA matam a tiros mais uma pessoa em Minneapolis

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Bovino corroborou a tese que visa a transformar a vítima em vilão: “O suspeito se colocou nessa situação, em que um indivíduo queria causar o máximo de danos e massacrar os agentes da lei.”

Ao abusar da retórica belicosa, Bovino insufla a atuação violenta de seus agentes, e 3 mil deles foram enviados para Minnesota.

“Se você acha que os rótulos de fascismo e autoritarismo são exageros, assista a este vídeo", alertou recentemente o governador da Califórnia, Gavin Newsom, em referência a uma imagem que retratava o comandante do ICE como um oficial hitlerista.

Gregory Bovino — Foto: AP Photo/Angelina Katsanis

Ironicamente, o porte de armas, direito garantido pela Segunda Emenda da Constituição, passou a ser o argumento utilizado por Bovino contra o enfermeiro, que justificaria a imobilização e assassinato de um cidadão americano.

Foi o bastante para deflagrar a reação indignada de grupos defensores do direito ao porte de armas, frequentemente alinhados com o presidente, rechaçando a narrativa federal.

Com táticas violentas de abordagem de imigrantes, Bovino posa de herói para a base eleitoral de Trump. Mas a imagem da detenção de uma criança de 5 anos em Minnesota ajuda a disseminar esta certeza, embora ele tenha assegurado que seus agentes são especialistas para lidar com filhos de imigrantes.

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