Líderes europeus alertaram no sábado para uma "perigosa espiral descendente" devido à ameaça de tarifas de Trump, prometendo manter seu apoio à Groenlândia e à soberania da Dinamarca.
Embaixadores dos 27 países da União Europeia se reunirão no domingo para discutir sua resposta à ameaça de tarifas.
Pressão sobre os aliados da Otan
Trump afirma que a Groenlândia é vital para a segurança dos EUA devido à sua localização estratégica e depósitos minerais, e não descartou o uso da força para conquistá-la, aumentando o alarme na Europa com a perspectiva de um confronto direto entre os países da OTAN.
As próprias empresas da Groenlândia provavelmente não sofrerão um impacto significativo das tarifas americanas, disse Christian Keldsen, presidente da Associação Empresarial da Groenlândia.
"O objetivo, portanto, não parece ser a Groenlândia, mas sim pressionar nossos aliados europeus da OTAN", escreveu Keldsen no LinkedIn, agradecendo aos governos por se manterem firmes.
Milhares de manifestantes na Dinamarca e na Groenlândia protestaram no sábado e pediram que Trump deixasse a ilha ártica determinar seu próprio futuro.
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca disse que visitará Oslo no domingo, seguido por Londres e Estocolmo nos próximos dias, para discutir a necessidade de os países da OTAN reforçarem sua coordenação, presença e dissuasão no Ártico.
"O que nossos países têm em comum é que todos concordamos que o papel da OTAN no Ártico deve ser fortalecido, e estou ansioso para discutir como isso será feito", disse o Ministro das Relações Exteriores, Lars Lökke Rasmussen, em um comunicado.
Nórdicos apoiam Dinamarca
A Suécia iniciou, no sábado, intensas discussões com outros países da UE, bem como com o Reino Unido e a Noruega, para elaborar uma resposta coordenada, afirmou o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson.
"Não nos deixaremos chantagear", disse Kristersson.
O presidente da Finlândia afirmou que o esforço liderado pela Dinamarca para reforçar a defesa da Groenlândia é uma parte importante do fortalecimento da segurança geral no Ártico e que os aliados devem resolver suas diferenças por meio do diálogo, e não da pressão.
"O diálogo com os Estados Unidos continua. Tarifas prejudicariam a relação transatlântica e poderiam levar a uma espiral descendente perigosa", disse o presidente Alexander Stubb em um comunicado.
O primeiro-ministro da Noruega afirmou que há um amplo consenso na OTAN para fortalecer a segurança no Ártico.
"Ameaças não têm lugar entre aliados. A posição da Noruega é firme: a Groenlândia faz parte do Reino da Dinamarca", afirmou o primeiro-ministro Jonas Gahr Stoere em comunicado.

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