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Grupo Pão de Açúcar faz acordo com credores na recuperação extrajudicial

Reestruturação foi planejada em três frentes. O processo inclui alongamento, conversão de dívidas em capital e desconto para parte dos credores.

Para os credores apoiadores, a companhia vai fazer uma emissão de aproximadamente R$ 2,6 bilhões. Desse total, R$ 1,5 bilhão são debêntures com dois anos de carência e amortização entre 2028 e 2031, com pagamentos de 4% em 2028, 4% em 2029, 16% em 2030 e 76% em 2031. Outro R$ 1,1 bilhão corresponde a instrumentos conversíveis em ações, com janelas de conversão previstas no primeiro semestre de 2027, 2029, 2030 e 2031.

Adesão está condicionada à concessão de novos recursos à companhia. Há exigência de aporte mínimo equivalente a 20% da exposição de cada credor, em operações como capital de giro, risco sacado ou novas debêntures. O GPA busca levantar cerca de R$ 200 milhões adicionais para reforço de liquidez no curto prazo.

Para os credores não apoiadores, cerca de R$ 2 bilhões foram reestruturados com deságio de 70%. Isso representa uma redução de aproximadamente R$ 600 milhões nessa parte da dívida, com vencimento em 2036. Nessa estrutura, o pagamento de juros começa a partir de 2032.

Com acordo, dívida sujeita à recuperação passa a cerca de R$ 2,1 bilhões. Desse total, mais de 70% dos pagamentos ficam concentrados a partir de 2031. Empresa diz que isso reduz a necessidade de desembolsos no curto prazo. Ainda segundo o GPA, a operação deve reduzir em cerca de R$ 4,5 bilhões o desembolso financeiro nos próximos dois anos, frente a uma necessidade anterior de aproximadamente R$ 5,2 bilhões.

Trata-se de um passo essencial para melhorar o perfil de endividamento e posicionar a Companhia para o futuro, ao mesmo tempo em que preserva o relacionamento com os fornecedores e protege as operações de suas lojas, que seguirão funcionando normalmente. A Companhia reforça que suas operações são saudáveis e que está em dia com as suas obrigações junto a fornecedores, clientes e parceiros, os quais não fazem parte da recuperação extrajudicial e não estarão sujeitos ao plano. GPA, em comunicado ao mercado

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