Na segunda-feira (2), o governo iraniano anunciou o fechamento do estreito e afirmou que poderá atacar embarcações que tentem atravessar a rota.
Em publicação na rede Truth Social, o republicano declarou que, se necessário, a Marinha norte-americana poderá escoltar embarcações que transportam petróleo pela região.

Trump afirma que EUA poderão escoltar petroleiros no Estreito de Ormuz
Rota não oficialmente bloqueada
Apesar da ameaça, autoridades militares dos Estados Unidos afirmaram que a via marítima não está oficialmente bloqueada. O impasse elevou a tensão em uma das áreas mais sensíveis para o abastecimento global de energia.
No texto publicado, Trump também informou que determinou, “com efeito imediato”, que a Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC) ofereça seguro contra risco político e garantias financeiras para todo o comércio marítimo que transite pelo Golfo, especialmente o transporte de energia.
Segundo ele, as medidas estarão disponíveis a todas as companhias de navegação e terão custo “muito razoável”.
A escalada de declarações teve impacto imediato nos mercados internacionais.
Os preços do petróleo dispararam nesta terça-feira (3), refletindo o temor de que a guerra no Oriente Médio se prolongue, que o estreito seja efetivamente fechado e que ataques atinjam instalações do setor de energia.
- Durante a manhã, o barril do Brent para entrega em maio subia 8,43%, cotado a US$ 84,29. Mais tarde, às 15h, a alta desacelerava para 7,04%, com o preço em US$ 83,21.
- Já o petróleo americano West Texas Intermediate (WTI), com vencimento em abril, avançava 8,79%, negociado a US$ 77,49.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. Ele conecta os grandes produtores do Golfo — como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos — ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.
Estima-se que cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo passe por essa faixa estreita de mar.
Qualquer interrupção no tráfego na região pode reduzir a oferta global e pressionar ainda mais os preços da commodity, com reflexos sobre combustíveis, transporte e inflação em diversos países.
Por isso, as declarações de autoridades iranianas e americanas foram acompanhadas de perto por investidores e governos, em meio ao receio de que o conflito ganhe novas dimensões e afete diretamente o mercado internacional de energia.
Infográfico - Estreito de Ormuz — Foto: Arte/g1

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