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Guerra contra o Irã é rejeitada nos EUA, mas tem apoio sólido em Israel

Nos últimos 19 dias, os israelenses vivem sob o som estridente de sirenes: o alarme que toca para que todos busquem refúgio em abrigos tocou mais de 60 mil vezes, devido à ameaça de 480 mísseis e drones lançados pelo Irã e 900 disparados pelo grupo extremista libanês Hezbollah. Cerca de 30 pessoas morreram e 3.700 ficaram feridos.

Ainda assim, o apoio à guerra contra a República Islâmica manteve-se forte desde o primeiro momento e se explica pela ameaça do Irã à existência de Israel e a crença de que seu regime é um inimigo concreto.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto da Democracia de Israel, dez dias após o início do conflito, constatou que 81% da população aprovam a guerra. O índice sobe para 92,5%, quando os árabes israelenses são excluídos da enquete.

Cerca de 70% dos israelenses judeus acreditam que o programa nuclear iraniano e a ameaça de mísseis balísticos podem ser eliminados com a ofensiva. De acordo com a pesquisa, 61% acreditam que o regime pode ser derrubado.

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com a imprensa ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em 29 de dezembro de 2025 — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

O respaldo maciço dos israelenses à ofensiva militar não se traduz, contudo, num impulso à popularidade de Netanyahu e sua coalizão.

Há cerca de um ano e meio, os partidos que sustentam o primeiro-ministro situam-se abaixo da atual maioria parlamentar: 64 das 120 cadeiras do Parlamento, constata a pesquisadora de opinião pública Dalila Scheindlin, em artigo publicado no jornal “Haaretz”, do qual é colunista.

Ela pondera que Netanyahu teve poucos ganhos políticos até agora: 38% dos entrevistados em uma pesquisa do Instituto de Estudos de Segurança Nacional publicada há uma semana, disseram confiar nele — 4 pontos a mais do que a sondagem realizada na semana anterior —, o que, no entender da pesquisadora, está longe de ser considerado uma guinada.

“A única exceção é o fato de que a maioria dos israelenses realmente confia em Netanyahu para administrar esta guerra (eles simplesmente não confiam nele em geral): 53%, segundo a pesquisa do Canal 13, e 64% na pesquisa do Instituto de Democracia de Israel. Teoricamente, com o tempo, esses resultados poderiam ajudar a aumentar sua popularidade geral”, considera Scheindlin, ressaltando, porém, a estagnação na dinâmica eleitoral do país.

Outra razão pela qual os israelenses se sentem seguros para apoiar a guerra é a participação dos EUA. O panorama poderia mudar se Trump abandonasse Netanyahu e se retirasse do conflito. Nesse ponto, a pressão interna sobre o presidente americano o empurra para encerrar o conflito.

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Diante da repercussão da saída abrupta do cargo de um subordinado, Trump agiu por impulso, como de costume, qualificando Kent como “muito fraco em segurança”. Pegou muito mal.

Apoiador obstinado do presidente, teórico da conspiração e MAGA de carteirinha, Kent foi nomeado 13 meses antes para liderar o principal órgão que analisa ameaças terroristas e compartilha informações com outras agências federais.

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