▶️ Contexto: Dados apontam que os dois países ainda têm capacidade de levar o conflito adiante, mas com limitações.
- Um levantamento do CSIS aponta que os EUA usaram mais da metade do estoque pré-guerra em alguns tipos de armas de ponta.
- A reposição do armamento americano pode levar anos e limita a resposta do país a possíveis novos conflitos, segundo o estudo.
- Os EUA poderiam manter a ofensiva contra o Irã, mas usando um armamento alternativo.
- Do lado iraniano, informações de inteligência dos EUA indicam que Teerã ainda mantém parte relevante de mísseis e lançadores intactos e escondidos.
- Um relatório apontou que o Irã ainda têm capacidade de causar danos, mas dificilmente conseguiria vencer um adversário tecnologicamente superior.
👉 Veja, a seguir, como está a situação dos dois países em detalhes.
A situação dos Estados Unidos
Míssil sendo disparado de sistema de defesa aéreo Patriot — Foto: Reprodução/Raytheon Technologies
Na terça-feira (21), o CSIS divulgou um estudo com análise de sete tipos de armas consideradas essenciais e usadas na ofensiva contra o Irã.
- Entre elas estão os mísseis Tomahawk, de longo alcance e alta precisão, além de sistemas de defesa antiaérea.
- Segundo o levantamento, os EUA podem ter usado mais da metade do estoque pré-guerra em quatro dos sete modelos analisados.
- O estudo também aponta que os níveis anteriores ao conflito já eram considerados baixos para um eventual confronto com uma potência militar equivalente, como a China.
Veja abaixo a estimativa do instituto:
Estoque de armas essenciais dos EUA
| Arma | Tipo | Custo de uma unidade | Estoque antes da guerra | Unidades usadas contra o Irã | % usado |
| Tomahawk | Míssil de cruzeiro de longo alcance | US$ 2,6 milhões | 3.100 | cerca de 850 | cerca de 27% |
| JASSM | Míssil de cruzeiro de longo alcance | US$ 2,6 milhões | 4.400 | cerca de 1.000 | cerca de 22% |
| PrSM | Míssil balístico de curto alcance | US$ 1,6 milhão | 90 | de 40 a 70 | de 44,4% a 77,8% |
| SM-3 | Míssil de defesa antimíssil | US$ 28,7 milhões | 410 | de 130 a 250 | de 31,7% a 61% |
| SM-6 | Míssil de defesa antiaérea | US$ 5,3 milhões | 1.160 | de 190 a 370 | de 16,4% a 31,9% |
| THAAD | Sistema de defesa antimíssil | US$ 15,5 milhões | 360 | de 190 a 290 | de 52,8% a 80,6% |
| Patriot | Sistema de defesa antiaérea e antimíssil | US$ 3,9 milhões | 2.330 | de 1.060 a 1.430 | de 45,5% a 61,4% |
Segundo o CSIS, os EUA ainda têm mísseis suficientes para sustentar a guerra, mas podem ficar em posição vulnerável em caso de novos conflitos. Aliados como a Ucrânia também podem ser afetados, já que dependem do fornecimento de armamento norte-americano.
- O estudo aponta ainda que, mesmo com o esgotamento desses armamentos de ponta, o país poderia seguir operando com outros tipos de armas.
- Essas alternativas, porém, têm menor alcance, o que aumentaria o risco das operações, já que exigiriam lançamentos em posições mais próximas do alvo.
Antes mesmo do início da ofensiva, o nível dos estoques já preocupava autoridades de defesa norte-americanos. Poucos dias antes da guerra, o Washington Post revelou que o arsenal dos EUA estava em baixa por causa do apoio aos conflitos na Ucrânia e em Israel.
No início de março, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu a escassez de armamentos de ponta, mas afirmou que o país tem estoques "praticamente ilimitados" de armas de médio e médio-alto alcance.
O governo também fechou acordos recentes com a indústria de defesa para ampliar a produção. Ainda assim, segundo o CSIS, a reposição é lenta. Algumas armas levam meses para ficar prontas, e poucas unidades devem ser entregues no curto prazo.
"Historicamente, esse prazo era de cerca de 24 meses, mas, como os pedidos de munição passaram a superar a capacidade de produção nos últimos anos, os prazos de entrega se estenderam para 36 meses ou mais. A produção de todo o lote leva mais 12 meses. No total, são cerca de 52 meses — mais de quatro anos", diz.
Míssil iraniano cruza o espaço aéreo israelense em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, visto de Ashkelon, Israel, em 7 de abril de 2026 — Foto: Amir Cohen/Reuters
Uma reportagem da rede americana CBS News publicada na quarta-feira (22) apontou que o Irã pode ter mais capacidade militar do que os Estados Unidos admitem publicamente. As informações foram obtidas com fontes do governo americano com conhecimento no assunto.
- Oficialmente, Trump afirma que os EUA "aniquilaram" a Marinha e a Força Aérea do Irã.
- O secretário de Guerra, Pete Hegseth, disse no início de abril que os EUA tinham "dizimado" as Forças Armadas iranianas, deixando-as "ineficazes em combate por muitos anos".
- Os EUA afirmaram ter reduzido em 90% a capacidade de mísseis balísticos e drones do Irã, enquanto Israel diz ter atingido mais de 70% dos lançadores iranianos.
Autoridades ouvidas pela CBS News afirmaram, no entanto, que o Irã ainda mantém metade do arsenal de mísseis balísticos e sistemas de lançamento intacta. Não está claro o tamanho do estoque, mas há indícios de que parte das armas esteja escondida em cavernas ou bunkers.
Na terça-feira, por exemplo, o Irã realizou um desfile militar em Teerã e exibiu mísseis balísticos nas ruas. Entre os modelos apresentados estava o Khorramshahr-4, um dos mais avançados do arsenal do país, com alcance estimado em cerca de 2.000 quilômetros.
Ainda assim, as forças iranianas têm demonstrado sinais de enfraquecimento.
- Dados obtidos pela emissora NBC News apontam que o número de lançamentos de mísseis e drones iranianos caiu drasticamente em relação aos primeiros dias da guerra.
- No fim de março, os EUA sobrevoaram o Irã com bombardeiros B-52, o que indica limitações na defesa aérea do país.
Ainda assim, um relatório feito pelo chefe da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA, o tenente-general da Marinha James Adams, aponta que o Irã ainda tem capacidade de causar danos e continua representando um risco. O documento foi entregue a um comitê da Câmara dos EUA.
Por outro lado, Adams afirmou que as forças terrestres e aéreas iranianas têm equipamentos ultrapassados e treinamento limitado. Isso, somado aos danos causados pelos ataques dos EUA e de Israel, as torna "quase certamente incapazes de derrotar um adversário tecnologicamente superior".

German (DE)
English (US)
Spanish (ES)
French (FR)
Hindi (IN)
Italian (IT)
Portuguese (BR)
Russian (RU)
5 horas atrás
2
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/f/0/0GfZxOSAWq5AhJtdKfNw/ap26113230193578.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/R/S/hsyfOqRgSGBLVLmIRsAw/ap26112806525181.jpg)

:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/l/g/UvNZinRh2puy1SCdeg8w/cb1b14f2-970b-4f5c-a175-75a6c34ef729.jpg)

:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_08fbf48bc0524877943fe86e43087e7a/internal_photos/bs/2024/o/u/v2hqAIQhAxupABJOskKg/1-captura-de-tela-2024-07-19-185812-39009722.png)








Comentários
Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro