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Guerra no Oriente Médio aumenta busca de investidores por ativos seguros

Tradicionalmente, a tendência é que a gente tenha um aumento da aversão, com investidores mirando para ativos considerados mais seguros, como moedas de refúgio, caso do dólar, franco suíço e iene, além de metais preciosos, como ouro, e títulos de renda fixa de alguns governos, como Treasuries, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos. William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue

Assim como ouro, dólar pode ser incluído na carteira de diferentes formas. Investidor brasileiro pode comprar a moeda americana em espécie, ou aplicar em ativos internacionais que ficaram mais acessíveis ao pequeno investidor de varejo no Brasil, casos de ETFs e BDRs, como mostra essa outra reportagem do UOL.

Setor petroleiro pode se beneficiar da valorização do barril no curto prazo. Entre os ativos que mais rapidamente tiveram preços impactados pelo conflito entre Estados Unidos e Irã está o petróleo, que passou a operar ao redor das máximas em quase dois anos. Parte relevante da produção e da cadeia de fornecimento passa pelo Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, na costa iraniana. As cotações chegaram já a bater máximas não registradas desde julho do ano passado. Mesmo que essa volatilidade fique no curto prazo, o setor tende mais a se beneficiar que ser prejudicado pela guerra.

Dentro da Bolsa, ativos ligados a commodities, especialmente petróleo e mineração, tendem a sofrer menos ou até se beneficiar, porque a alta do barril fortalece a receita e o fluxo de caixa dessas companhias. Empresas exportadoras e com geração relevante em dólar também funcionam como proteção natural, já que a moeda americana costuma se valorizar em momentos de aversão a risco. Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos

Investidor pode comprar ações de petroleiras e outros ativos influenciados pelo setor. Além de ações de petroleiras brasileiras, profissionais de mercado citam os BDRs, recibos de ações de empresas estrangeiras, como ExxonMobil (EXXO34), Chevron (CHVX34) e Ecopetrol (E1CO34), e ETFs, como o iShares GSCI Commodity Dynamic Roll Strategy ETF (BCOM39) disponíveis na Bolsa do Brasil B3 como alternativas que o aplicador local tem para alocar parte da carteira no setor de petróleo.

As empresas que sofrem menos e até se beneficiam desse momento são as produtoras de petróleo, Prio, Petrobras, Brava e PetroReconcavo. Sobretudo Prio, que é 100% petróleo, sem gás, e que não está exposta ao risco de controle de preços da gasolina como a Petrobras. João Arthur, Diretor de Investimentos da Suno Consultoria

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