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Guerra no Oriente Médio: qual o poder bélico aéreo de Irã, EUA e Israel?

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Caça F-35 dos EUA sobrevoa navio
Caça F-35 dos EUA sobrevoa navio Imagem: Dane Wiedmann/Navy Office of Information/U.S. Navy

Os ataques de Estados Unidos e Israel neste fim de semana foram feitos massivamente por meio aéreo contra um adversário, o Irã, com poder bélico limitado nesse setor.

Irã e Israel possuem uma ampla frota de caças multimissão, inclusive para lançamento de bombas e ataques a alvos no solo. Mesmo tendo destaque em rankings mundiais, os dois países não estão nem próximos do poder dos EUA.

Veja quais os modelos de ataque aéreo estão sendo utilizados no Oriente Médio. Na sequência, conheça um pouco do poder aéreo norte-americano, que detém 25% de toda frota militar do mundo, com 13.033 aeronaves, incluindo caças, aviões de reabastecimento, cargueiros, aeronaves de ataque entre outras. Como comparação, em segundo lugar vem a Rússia, com 4.237 aeronaves militares ao todo, representando 8% da frota global.

Irã x Israel

Todos os dados da reportagem são da empresa de análises do setor de aviação Cirium, compilados na publicação Flight Global World Air Forces. As aeronaves de ataque estão separadas por modelo/versão, país de origem e quantidade.

Não estão compilados outros tipos de aeronaves, como as de reabastecimento em voo, de guerra eletrônica ou cargueiros e de ataque ao solo, por exemplo.

 Modelo está caindo em desuso pelo mundo,mas ainda é fundamental para o país persa
Caças F-5 do Irã: Modelo está caindo em desuso pelo mundo,mas ainda é fundamental para o país persa Imagem: Domínio Público

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Irã (Força Aérea da República Islâmica do Irã)

  • F-4 (fabricado no Estados Unidos): 65 unidades
  • F-5 (Estados Unidos): 35 unidades
  • F-7 (China): 17 unidades
  • F-14 (Estados Unidos): 41 unidades
  • MiG-29 (União Soviética/Rússia): 18 unidades
  • Mirage (França): 12 unidades
  • Su-24 (Rússia): 21 unidades

Irã (Guarda Revolucionária Islâmica)

  • Su-22 (Rússia): 9 unidades

Israel (Força Aérea e Espacial de Israel)

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  • F-15 (Estados Unidos): 66 unidades
  • F-16 (Estados Unidos): 173 unidades
  • F-35 (Estados Unidos): 45 unidades
Caças F-35 israelense voam em formação exibindo a bandeira de Israel e dos EUA
Caças F-35 israelense voam em formação exibindo a bandeira de Israel e dos EUA Imagem: Força Aérea dos EUA

Embora Israel tenha uma menor variedades de aviões de combate (três apenas), sua frota é maior que a do Irã, com 284 unidades. Já o país persa possui mais modelos (oito ao todo), mas menos unidades que o vizinho: 218.

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Essa é uma comparação bem injusta em um certo ponto, pois não é apenas a quantidade que deve ser levada em conta, mas a disponibilidade para uso de cada um. A idade e tecnologia das aeronaves também deve ser levada em consideração. Nestes dois casos, o Irã também está em desvantagem, pois, com os embargos que o país sofre, não consegue ter acesso a caças mais modernos, e os que estão em atividade em seu território tendem a ter menos disponibilidade para uso, já que não possuem peças para manutenção na maioria das vezes.

Já falamos mais sobre esta questão aqui.

EUA: Maior quantidade

Ao levar em consideração apenas a frota de caças F-16 dos EUA, há mais caças do tipo na Força Aérea dos EUA do que todos os outros aviões de ataque de EUA e Israel somados: 691 exemplares. Esses, entretanto, ficam em solo americano, e não costumam deixar os EUA a não ser para ficarem em bases mundo afora.

F/A-18 operando em um porta-aviões
F/A-18 operando em um porta-aviões Imagem: US Navy

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Veja o poder aéreo global dos EUA:

Força Aérea dos EUA

  • F-15: 320 unidades
  • F-16: 691 unidades
  • F-22: 177 unidades
  • F-35: 305 unidades

Marinha dos EUA

  • F/A-18: 471 unidades
  • F-35C: 55 unidades
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Corpo de fuzileiros Navais dos EUA

AV-8B (avião de ataque em parceria com Reino Unido): 78 unidades
F/A-18: 132 unidades
F-35: 137 unidades

Porta-aviões

Os EUA enviaram dois porta-aviões para a região. Cada um tem capacidade para até cerca de 70 aeronaves, que incluem os caças, entre outras.

São essas plataformas que estão na retaguarda dos ataques aéreos originados dos EUA. O país ainda conta com bombardeiros de longo alcance, como o B-2 Spirit, usado nos ataques de 2025 ao Irã.

As bases militares dos EUA que circundam o Irã também contam com outros tipos de aeronaves que podem ser usadas na ofensiva ao país persa. Entre elas estão, principalmente, helicópteros de transporte e de ataque.

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Drones mudam o cenário

Uma tendência na guerra aérea atualmente é o uso de drones, veículos aéreo de combate não tripulados. Eles possuem baixo custo de operação em comparação com aviões tradicionais, como os caças. Alguns deles também são usados como armamentos em missões camicases, ou seja, sendo jogados contra alvos e explodindo junto a eles (não devem ser confundidos com drones disparadores de mísseis, lançadores de bombas ou de reconhecimento, que são fabricados para retornar à origem).

Entre os principais modelos do Irã se destacam:

  • Mohajer-6
  • Shahed-136
  • Kaman-22
  • Arash-2
  • Meraj-532

Alguns podem ser usados para transportar mísseis e bombas, mas, principalmente, há modelos camicases, que já vêm sendo usados nos ataques deste fim de semana.

É fato que os drones do Irã não possuem a tecnologia dos drones dos EUA, que trabalham fortemente para produzir aeronaves para ataques em diversas regiões e com o intuito de exportação para outros países. Devido ao isolamento do Irã, o acesso a novos produtos, sensores e armamentos se torna escasso, tornando a produção doméstica deste tipo de armamento com foco na técnica de enxame, ou seja, enviar a maior quantidade possível deles para o ataque.

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Entre os principais modelos de Israel, se destacam:

  • Heron 1
  • Hermes 450
  • Hermes 900
  • Harop

Os Estados Unidos também mantêm uma série de drones do tipo que, inclusive, já foram usados na região, como:

  • MQ-9 Reaper
  • MQ-1C Gray Eagle
  • RQ-170 Sentinel

O uso ostensivo deste tipo de aeronaves tem moldado os conflitos atuais e tende a se tornar padrão em combates nos próximos anos.

Lucas ao ataque

Militar prepara o drone Lucas, baseado no iraniano Shahed-136, a bordo do USS Santa Barbara em dezembro de 2025
Militar prepara o drone Lucas, baseado no iraniano Shahed-136, a bordo do USS Santa Barbara em dezembro de 2025 Imagem: Michael Smith/via Departamento de Defesa dos EUA
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Logo nos primeiros ataques, os EUA usaram munições e armamentos disparados do ar, terra e do mar, mas admitiram o uso de um modelo de drone nos ataques contra o Irã. Batizado de Lucas, seu nome é um acrônimo de Low-cost Unmanned Combat Attack System, ou sistema de combate não tripulado de ataque de baixo custo.

O Comando Central militar dos Estados unidos divulgou que essa foi a primeira vez que a força-tarefa de ataque Scorpion utilizou drones camicases durante uma operação. Segundo a nota, os drones de baixo custo de fabricação, estão agora servindo uma retaliação "fabricada na América" contra os iranianos.

Os militares norte-americanos destacam que esse drone foi fabricado a partir do Shahed?136, feito no Irã, e que já vinha sendo testado desde ao menos o fim de 2025.

Drone Lucas, baseado no iraniano Shahed-136, é disparado a partir do USS Santa Barbara em dezembro de 2025
Drone Lucas, baseado no iraniano Shahed-136, é disparado a partir do USS Santa Barbara em dezembro de 2025 Imagem: Kayla McGuire/Exército dos EUA
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Reportagem

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

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