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Hackers atacam aplicativos e sites iranianos após ataques dos EUA e Israel

A Reuters não conseguiu entrar ​em contato com o diretor executivo do BadeSaba.

Um porta-voz do Comando Cibernético dos EUA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A conectividade com a internet ‌no Irã caiu vertiginosamente às 07h06 GMT ‌e, novamente, às ​11h47 GMT, restando apenas uma conectividade mínima, disse Doug Madory, diretor de análise da internet da Kentik, em uma postagem no X.

O ataque cibernético à BadeSaba foi uma jogada inteligente, ‌porque os apoiadores do governo a utilizam e tendem a ser mais religiosos, disse Hamid Kashfi, pesquisador de segurança e fundador da empresa de segurança cibernética DarkCell.

As operações cibernéticas também atingiram uma variedade de serviços governamentais iranianos e alvos militares para limitar uma resposta coordenada do Irã, informou o Jerusalem Post no sábado. A Reuters não conseguiu verificar de forma independente as alegações.

"À medida que o Irã considera suas opções, aumenta a probabilidade de que grupos proxy e hacktivistas possam ‌tomar medidas, incluindo ataques cibernéticos, contra alvos militares, comerciais ou civis afiliados a Israel e aos EUA", disse Rafe Pilling, diretor de inteligência de ameaças da ​empresa de segurança cibernética Sophos.

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A atividade no Oriente Médio aumentou, disse Cynthia Kaiser, ex-alta funcionária cibernética do FBI e atual vice-presidente sênior da ‌empresa anti-ransomware Halcyon.

Kaiser disse que a empresa também viu chamadas à ação de personalidades cibernéticas pró-iranianas conhecidas que, no passado, realizaram operações de hackeamento e vazamento, ataques de ‌ransomware e ataques distribuídos de negação de ‌serviço (DDoS), que inundam os serviços de internet, tornando-os inacessíveis.

A atividade cibernética atual pode preceder operações mais agressivas, disse Adam Meyers, ⁠vice-presidente sênior de operações contra adversários da CrowdStrike.

"A CrowdStrike já está observando atividades consistentes com atores de ameaças alinhados com o Irã e grupos hacktivistas realizando reconhecimento e iniciando ataques DDoS", disse ele.

A empresa de segurança cibernética Anomali disse em uma análise compartilhada com a Reuters no sábado ​que grupos de hackers iranianos ​apoiados pelo Estado já estavam realizando ataques “wiper” que apagam dados em alvos israelenses antes dos ataques.

Embora o Irã seja frequentemente mencionado por autoridades cibernéticas dos EUA, juntamente com a Rússia e a China, como uma ameaça às redes americanas, as respostas anteriores de Teerã aos ataques em seu território têm sido moderadas.

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Em junho, após os EUA atacarem alvos nucleares iranianos, houve poucos sinais dos ataques cibernéticos disruptivos frequentemente invocados durante as discussões ⁠sobre as capacidades digitais do Irã, além de uma interrupção de curta duração dos serviços em Tirana, ​capital da Albânia, de acordo com relatos da mídia.

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