O ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou nesta segunda-feira (19), em entrevista ao UOL News, que uma decisão sobre eventual candidatura sua em 2026 só sairá após conversas com o presidente Lula (PT).
"Comecei uma conversa com o presidente", relatou, respondendo se teria sido intimado pelo petista a se candidatar ao governo paulista. "Tenho ouvido o presidente. Levei minhas colocações à consideração dele. É uma conversa de amigos, que pode se estender, mas não concluímos nada nessa primeira conversa. Vamos chegar em algum consenso logo mais."
Haddad disse que tem falado de questões pessoais com o presidente, ressaltou que vai completar uma década como ministro, e afirmou que quer tempo para discutir o país. "[Quero] discutir o que vai ser do Brasil nesse contexto internacional, quais as formas de nós nos inserirmos nesse quadro tão dramático e desafiador."
Questionado sobre o que seria um descolamento entre a percepção da opinião pública e o estado real da economia, Haddad afirmou que o tema tem perdido importância nas preocupações do brasileiro. Ele citou pesquisa do Datafolha que aponta o tópico como prioridade para 11% do eleitorado.
"Eu não acredito que a economia vai derrotar o governo. Pode ser que não eleja o governo. Economia no mundo inteiro está sendo um elemento importante, mas não necessariamente decisivo para ganhar eleição", disse.
O ministro também comentou os atritos acumulados dentro do PT e com a Faria Lima, que acusa o governo de exagerar nos gastos públicos. "Se a esquerda dogmática e a direita dogmática estão criticando a mesma pessoa no contexto histórico, quem sabe não era a linha fina pela qual eu podia passar garantindo bem-estar da população ao mesmo tempo em que eu arrumava as contas."
Adiantando o que devem ser bandeiras da campanha de Lula no pleito de outubro, ele citou a política de valorização do salário mínimo, a recuperação do programa Farmácia Popular e a isenção do imposto de renda para trabalhadores com salário de até R$ 5.000, aprovada no Congresso em 2025.
O titular da Fazenda também respondeu sobre possível interferência das big techs nas eleições de 2026, afirmando ter preocupação com o tema. "Estamos na mão de um oligopólio de comunicação mundial que tem, visivelmente, viés do ponto de vista ideológico."

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