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Helder diz que quer Trump na COP30 e que urgência climática não pode ser negada

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), afirma que considera importante a presença de Donald Trump na COP30, e que, caso não participe, espera que ele saiba que "as urgências climáticas batem às portas de todos". Como exemplo, o emedebista cita a passagem do furacão Milton pela Flórida em outubro.

O evento acontecerá em novembro de 2025, em Belém.

Reeleito para um novo mandato como presidente dos Estados Unidos, o republicano adotou diversas medidas que representaram um retrocesso para a agenda climática em sua primeira passagem pela Casa Branca, como a retirada dos EUA do Acordo de Paris, compromisso firmado em 2015 pela comunidade internacional para limitar o aquecimento global.

"Entendo da importância de sua presença. E creio, avaliando eventuais questionamentos de uma eventual não vinda, que as urgências climáticas batem às portas de todos e têm dado efeitos a todos os países. Agora mesmo vimos a mobilização que foi necessária na Flórida por conta do furacão. Isso tudo são urgências climáticas que não podem ser negadas nem levadas para o campo ideológico", diz Helder.

Na COP30, a expectativa é a de que os países apresentem metas para redução dos gases de efeito estufa. Sem a participação dos Estados Unidos ou de qualquer outro país, afirma Helder, a questão deve ser levada à Organização das Nações Unidas para fazer com que "eventuais ausências não venham a criar qualquer tipo de fragilização à importância das deliberações".

Durante a campanha, Trump disse que voltaria a retirar os EUA do Acordo de Paris, no qual foi recolocado pela gestão Joe Biden. Caso ele cumpra a promessa, "é natural que gere impactos", diz o governador paraense, ressaltando que "não é um tema afeito a um campo ideológico".

"No último semestre, vou te citar cheias no Rio Grande do Sul, como cheias, focos de queimada no Pantanal, furacão que atingiu a Flórida, o episódio que está vivendo nesse momento a Espanha. É uma demonstração clara de que não é possível renunciar a enfrentar o problema. Creio que os impactos humanos, ambientais, sociais e econômicos não permitirão que qualquer governo esteja de costas a enfrentar esta agenda e construir coletivamente a solução", conclui.

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