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Hezbollah afirma que vai adotar táticas de guerra dos anos 1980 e 'ativar grupos de mártires' no Líbano, diz jornal

O Hezbollah, grupo extremista libanês apoiado pelo Irã, afirmou nesta segunda-feira (27) ao site de notícias especializado no Oriente Médio Al Jazeeha, que vai usar táticas de guerra dos anos 1980 e ativar esquadrões suicidas para impedir que Israel estabeleça uma “base” no território Libanês.

“Grandes grupos de homens-bomba estão mobilizados no território ocupado, de acordo com planos previamente preparados”, afirmou a fonte, em referência às áreas do sul do Líbano controladas por Israel. “
A missão dos homens-bomba é entrar em confronto com oficiais e soldados inimigos nas vilas libanesas ocupadas”, afirmou uma liderança do Hezbollah à Al Jaheera.

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➡️A guerra entre Israel e Hezbollah já matou mais de 2,5 mil pessoas no Líbano desde que recomeçou no dia 2 de março. Segundo o exército israelense, o seu alvo no Líbano é o Hezbollah, que é financiado pelo Irã e voltou a atacar o norte de Israel.

Israel e Hezbollah trocam ataques em meio a acusações de violação do cessar-fogo

A confirmação das mortes ocorre horas após as forças armadas de Israel emitirem ordens de retirada para o sul do Líbano, ordenando que os moradores deixassem sete cidades, além da "zona periódica" que ocupavam antes do cessar-fogo.

Uma porta-voz das forças armadas israelenses afirmou em um comunicado divulgado no X que o grupo armado libanês Hezbollah estava violando o cessar-fogo e que Israel tomaria medidas contra o grupo, orientando as pessoas a se dirigirem para o norte e oeste, afastando-se das cidades.

As cidades ficam ao norte do rio Litani e na zona sul do Líbano ocupadas por tropas israelenses, que apoiaram as operações militares apesar do cessar-fogo.

Já o Hezbollah afirmou que não irá interromper seus ataques contra tropas israelenses dentro do Líbano e contra cidades no norte de Israel enquanto Israel continuar suas “violações do cessar-fogo”.

O grupo apoiado pelo Irã acrescentou num comunicado que não esperaria pela diplomacia, que "se mostrou ineficaz", nem confiaria nas autoridades libanesas, que "falharam em proteger o país".

As Forças Armadas de Israel disseram ter interceptado três drones antes que eles cruzassem para o território israelense, após o soar de sirenes no norte de Israel.

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