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Highguard: inovador, game é respiro em meio a tantos FPS iguais; testamos

Highguard é o novo raid shooter 3v3 PvP gratuito da novata Wildlight Entertainment. Criado por desenvolvedores que já trabalharam em franquias como Call of Duty, Titanfall e Apex Legends, o título chega nesta segunda-feira (26) cercado por desconfiança de parte do público. O sentimento ganhou força após um trailer de anúncio morno que, apesar de encerrar o The Game Awards 2025 com o espaço mais nobre da premiação, reverberou negativamente nas redes sociais. Mesmo com expectativas mistas, o jogo convida os jogadores a uma experiência pouco convencional e surpreende ao aprimorar elementos centrais de um gênero já bastante saturado, como o first-person shooter.

Um dos aspectos que mais chamam a atenção, não apenas dos desenvolvedores, mas também de Geoff Keighley, idealizador do TGA, é a movimentação in-game com montarias e uma dinâmica incomum, que mistura coleta de recursos (looting), trocas de tiro em mundo aberto e incursões para destruir bases inimigas. Completamente adaptado para o português, o título traz ainda menus traduzidos e diálogos in-game no idioma do país. O TechTudo foi um dos primeiros portais de games do mundo a testar Highguard, em Los Angeles, e traz a seguir as primeiras impressões sobre o jogo. O game já está disponível gratuitamente para PlayStation 5 (PS5), Xbox Series S|X e PC, via Steam. Confira!

 Divulgação/Wildlight Entertainment Highguard — Foto: Divulgação/Wildlight Entertainment

Highguard vale a pena? Confira o que achamos do game

Highguard é inovador e, sem sombra de dúvidas, um dos jogos de tiro em primeira pessoa que mais me divertiram nos últimos anos. E esse parece ter sido exatamente o foco dos desenvolvedores, que reuniram a experiência adquirida em empresas como Blizzard, Activision, Respawn Entertainment e Riot Games para criar o jogo que eles próprios gostariam de jogar.

Descrito como um “Raid Shooter”, Highguard divide os jogadores em equipes de três pessoas que, sobre suas montarias, partem de uma base protegida por uma barreira mágica para enfrentar outros Sentinelas, enquanto buscam pela espada mágica Shieldbreaker. Esse item é fundamental, já que somente com ele é possível quebrar o escudo que protege a base adversária e iniciar uma incursão. Ao final, vence a equipe que causar 100 pontos de dano ao time inimigo.

 Divulgação/Wildlight Entertainment Highguard — Foto: Divulgação/Wildlight Entertainment

Para além do objetivo final, os personagens também se destacam por suas habilidades únicas, capazes de alterar completamente a dinâmica das partidas. Condor, por exemplo, foi minha Sentinela favorita. Voltada para reconhecimento, ela é essencial para revelar a posição dos inimigos no mapa e estruturar ataques devastadores. Ao todo, o jogo conta com quatro classes — Defesa, Suporte, Reconhecimento e Ataque — sendo esta última a mais numerosa no lançamento.

Sim, eu admito: o conceito pode parecer confuso à primeira vista. Para mim também foi. No entanto, logo nas primeiras partidas, Highguard deixa claro que sabe exatamente o que é: um jogo de tiro em primeira pessoa. Mesmo com todos os elementos mágicos, o objetivo é claro — vencer trocas de tiro, criar situações favoráveis para o time e causar o máximo de dano à base inimiga, em um sistema de bombas que lembra Counter-Strike 2 (CS2).

O que mais me impressionou foi como o jogo consegue combinar, de forma precisa e nada óbvia, diversas mecânicas que deram certo em FPS recentes. O resultado não poderia ser outro: um jogaço gratuito, que merece ser experimentado tanto por fãs veteranos do gênero quanto por quem não está tão acostumado com esse tipo de jogo. Em entrevista, os desenvolvedores foram claros: nada de pay-to-win, pay-for-power ou loot boxes. A monetização fica restrita a itens cosméticos — e eles são bem legais.

Qual é a lore de Highguard? Conheça a história do game

Revelado pela primeira vez no final de 2025 como o último anúncio do The Game Awards, Highguard apresenta jogadores a um mundo de fantasia que mistura magia e armas modernas, onde feitiços e armas de fogo coexistem. Nesse universo, os jogadores controlam os Sentinelas (Wardens), pistoleiros arcanos que partem para grandes batalhas em busca da conquista de um continente mítico, enfrentando obstáculos e, principalmente, outras equipes de Sentinelas.

Em entrevista concedida aos jornalistas presentes no evento de pré-lançamento do game, o vice-presidente de Produto e Publicação e game writer Jason Torfin, e o lead designer Mohammad Alavi, compartilharam mais detalhes sobre a lore de Highguard. Segundo eles, a história se passa em um mundo que não é a Terra, onde um grande continente — comparável a Atlântida — surgiu misteriosamente no meio do oceano.

 Divulgação/Wildlight Entertainment Highguard — Foto: Divulgação/Wildlight Entertainment

O problema é que ninguém sabe ao certo o quão grande ele é, já que as primeiras pessoas que tentaram explorá-lo morreram após sofrer efeitos colaterais estranhos. Esse território, no entanto, ainda abriga alguns dos últimos usuários de magia: indivíduos raros que possuem dons antigos e que, por razões desconhecidas, conseguem explorar o continente sem sofrer efeitos negativos.

Por isso, esses personagens passaram a viajar até uma ilha chamada Hedwall e são contratados por organizações de todo o reino para explorar a região, coletar recursos e descobrir segredos antigos e conhecimentos arcanos. No jogo, os Sentinelas atuam como mercenários, disputando território e aceitando contratos, mas cada um deles também possui motivações pessoais para se aventurar nesse local.

“No lançamento, vamos deixar que o jogo fale por si só e conte a história por meio da jogabilidade. Depois, de forma semelhante ao que fizemos em Apex Legends e em outros projetos, conforme avançarmos para os episódios, começaremos a contar histórias de várias maneiras diferentes, algo que estamos animados para explorar", adicionou Jason Torfin.

Como funciona a gameplay de Highguard?

Highguard aposta em mapas dinâmicos, que mudam a cada partida, além de conjuntos rotativos de itens e personagens variados. Para os desenvolvedores, essa abordagem busca equilibrar novidade e profundidade, mantendo cada sessão única, sem abrir mão de um loop de gameplay profundo, pensado para ser dominado ao longo do tempo.

Essa proposta se reflete na estrutura da experiência, que combina a chamada “calma antes da tempestade”, uma fase de exploração e preparação em mundo aberto, com incursões intensas em ambientes fechados. As montarias têm papel central nesse sistema e vão além da simples locomoção, permitindo confrontos diferenciados e estratégias mais elaboradas de flanqueamento. Em minha experiência, foi possível alcançar locais inacessíveis a pé, o que facilitou a criação de abordagens mais eficientes durante as partidas.

 Divulgação/Wildlight Entertainment Highguard — Foto: Divulgação/Wildlight Entertainment

A decisão de trabalhar com equipes 3v3 também foi intencional e resultado de extensos testes internos. Segundo Mohammad Alavi, formatos maiores, como 4v4 ou 10v10, acabavam gerando caos e excesso de informação, enquanto o 3v3 oferece o equilíbrio ideal entre clareza e profundidade tática. Desde o início do desenvolvimento, o estúdio também buscou garantir paridade total entre jogadores de controle e teclado/mouse, com ambos os métodos sendo testados em paralelo.

No lançamento, Highguard contará com 5 mapas, 6 bases, 8 Sentinelas (Wardens) e 10 armas disponíveis.

Como funciona a dinâmica de Highguard?

Basicamente, os jogadores precisam concentrar seus esforços em capturar a Shieldbreaker, espada mágica que permite quebrar o escudo que protege a base inimiga. Em um esquema semelhante ao pique-bandeira, também conhecido como rouba-bandeira em outras regiões do país, é necessário proteger o portador do item e ajudá-lo a chegar ao ponto onde a espada deve ser cravada.

Uma vez realizada a ação, tem início a fase das Raids. Cada base possui 100 pontos de vida e, assim que uma incursão é iniciada, sofre automaticamente 30 pontos de dano. A partir daí, o objetivo passa a ser destruir os geradores internos da base adversária, reduzindo gradualmente seu HP a cada explosão.

A seguir, confira mais detalhes sobre cada uma das fases do gameplay:

1. Fase de fortificação da base

Semelhante a jogos como Rainbow Six: Siege, Highguard permite que os jogadores fortifiquem a própria base no início da partida. Essa estratégia é fundamental para a etapa final do confronto, especialmente durante a defesa contra incursões inimigas, já que dificulta o acesso a pontos estratégicos. Cada jogador pode posicionar até cinco fortificações gratuitas. Esse número, no entanto, pode ser ampliado com a compra de novos itens junto ao Negociante, localizado próximo à saída da base. Esse personagem será detalhado no próximo tópico.

2. Exploração e upgrade de armas

Assim que o tempo de fortificação se encerra, os jogadores estão livres para deixar a base e explorar o mapa. Durante essa fase, é possível encontrar baús azuis, que concedem escudos, e baús vermelhos, com novas armas. Vale destacar que cada jogador pode organizar seu próprio loadout antes do início da partida, mas essa configuração tende a mudar ao longo da gameplay, principalmente durante a etapa de looting.

Outros coletáveis incluem barris espalhados pelo mapa, que podem ser destruídos com um machado. Nem sempre, porém, esses objetos garantem recompensas. O machado, por sua vez, tem uma função vital na coleta de recursos, permitindo a mineração de cristais. Esse sistema possibilita que os jogadores coletem pedras azuis, usadas como moeda de troca com o Negociante. Com elas, é possível adquirir upgrades de armas, escudos e até itens voltados à proteção da base. Além disso, cristais adicionais podem ser obtidos ao eliminar oponentes.

 Divulgação/Wildlight Entertainment Highguard — Foto: Divulgação/Wildlight Entertainment

A estratégia de aprimorar o arsenal é essencial para conquistar vantagem sobre os adversários. As armas são divididas em quatro níveis de raridade: cinza, o mais básico; azul; roxo; e dourado, o mais poderoso. É possível concluir uma partida sem utilizar armas do nível máximo, já que o arsenal disponível no mapa evolui conforme o avanço das raids, uma decisão de design que contribui para manter o combate equilibrado do início ao fim.

3. Combate em mundo aberto

Equilíbrio é uma palavra que define bem Highguard. Um dos receios iniciais era que o jogo se tornasse apenas mais um shooter de herói, no qual os poderes dos personagens se sobrepõem à troca de tiros. No entanto, isso não acontece. Aqui, o uso das armas e a tomada de decisões estratégicas em cada etapa da gameplay são determinantes para a vitória ou a derrota.

Após o período de exploração e looting, é hora de colocar em prática os equipamentos coletados. Nessa fase, entra em cena a espada mágica Shieldbreaker, item essencial para iniciar uma incursão na base inimiga. O artefato surge em um ponto central e aleatório do mapa e, ao ser coletado, passa a marcar constantemente o portador para todos os jogadores.

 Divulgação/Wildlight Entertainment Highguard — Foto: Divulgação/Wildlight Entertainment

Em uma dinâmica que lembra o futebol americano, é necessário proteger quem carrega a espada, abrir caminho pelo mapa e, por fim, cravar o artefato no escudo da base adversária. Esse momento quebra a proteção inimiga e dá início à fase final do confronto, as raids.

A ação para quebrar o escudo da base adversária possui um tempo mínimo para ser concluída. Caso esse objetivo não seja alcançado dentro do limite estipulado, a partida entra em prorrogação, momento em que novos respawns deixam de ocorrer. A partir daí, o caminho fica aberto para a equipe cujo último jogador permanecer de pé.

 Divulgação/Wildlight Entertainment Highguard — Foto: Divulgação/Wildlight Entertainment

A fase final da gameplay acontece durante as raids. Ao todo, cada base conta com três geradores, com diferentes níveis de importância. Os geradores A e B, quando destruídos, causam 35 pontos de dano cada, sendo suficientes, juntos, para encerrar a partida. Há ainda um gerador central, que sozinho pode causar 70 pontos de dano à base adversária. A detonação desse gerador, no entanto, exige 1 minuto de ativação, enquanto os geradores menores demandam 40 segundos cada.

Caso a equipe defensora consiga conter o ataque e controlar o cenário, ela aplica 30 pontos de dano à base oponente e reinicia a dinâmica da partida, que retorna à primeira fase, abrindo novas oportunidades de ataque para ambos os times.

Requisitos mínimos de Highguard

Highguard - Requisitos mínimos

Requisitos mínimos Configuração recomendada
Sistema operacional: Windows 10 (64 Bits) Windows 11 (64 Bits)
Processador: Intel Core i5-6600K ou AMD Ryzen 5 1600 Intel Core i5-9600K ou AMD Ryzen 5 3600
Memória RAM: 8 GB 12 GB
Placa de vídeo: Geforce GTX 1060 6GB ou AMD RX 580 8GB Geforce RTX 2080 8GB ou AMD RX 6650 XT 8GB
DirectX: 12 12
Rede: Conexão de internet banda larga Conexão de internet banda larga
Armazenamento: 25GB SSD de espaço disponível 25GB SSD NVMe de espaço disponível

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