A Sociedade dos Historiadores da Política Externa dos EUA realizou uma pesquisa para tabular as dez piores e dez melhores decisões políticas e diplomáticas tomadas ao longo de 250 anos. Foram ouvidos 331 historiadores. Eis os resultados:
As dez piores decisões:
1 - 2003, Iraque
A invasão do Iraque foi considerada a pior decisão da política externa dos Estados Unidos. Deu tudo errado.
2 - 1965, Vietnã
No dia 8 de março, 3.500 fuzileiros navais americanos desembarcaram em Da Nang, no Vietnã do Sul.
3 - 1838, EUA x Cherokees
O presidente Andrew Jackson conseguiu aprovar a lei que permitia a remoção dos nativos de suas terras. O Exército levou 100 mil Cherokees para as terras a oeste do rio Mississippi.
4 - 1953, Irã
A CIA organizou um golpe e depôs o primeiro-ministro iraniano Mohammad Mosaddeq, um político carismático e nacionalista. (E por outros motivos o rolo iraniano dura até hoje.)
5 - 1920, Saída do Tratado de Versalhes
Entre 1919 e 1920, o Senado dos EUA recusou-se a ratificar o Tratado de Versalhes criado depois da Primeira Guerra Mundial. Com a saída dos EUA, a Liga das Nações, criada pelo Tratado, perdeu relevância.
6 - 1830, EUA x indígenas
O presidente americano Andrew Jackson atropelou uma decisão da Suprema Corte e autorizou a tomada de terras dos nativos. 16 mil pessoas tiveram que migrar e 4.000 morreram.
7 - 2017, Saída do Acordo de Paris
Em 2017, durante o primeiro mandato de Donald Trump, os Estados Unidos abandonaram o Acordo de Paris de defesa do meio ambiente, pelo qual se comprometiam a reduzir as emissões de gases como o dióxido de carbono.
8 - 1939, Barreiras para judeus
Apesar das leis e ações antissemitas da Alemanha nazista, em 1939, o governo de Franklin Roosevelt resolveu manter o limite apara a admissão de judeus alemães nos Estados Unidos.
9 - 1964, Vietnã
Em agosto de 1964, navios do Vietnã do Norte atacaram barcos americanos e o presidente Lyndon bombardeou o país. Em menos de três dias o Congresso aprovou a Resolução do Golfo de Tonkin. Estava ampliada a Guerra do Vietnã.
10 - 1945, Nagasaki
No dia 9 de agosto, os EUA jogaram sua segunda bomba atômica sobre a cidade japonesa de Nagasaki, matando 74 mil pessoas. Três dias antes, havia sido bombardeada Hiroshima. Não haveria necessidade para o segundo ataque.
As dez melhores decisões:
1 - 1948, Plano Marshall
O presidente Harry Truman criou o plano de recuperação econômica da Europa. A iniciativa partiu do seu Secretário de Estado, general George Marshall. Os EUA jogaram 13,2 bilhões de dólares na Europa, salvando vários países da bancarrota.
2 - 1945, Criada a ONU
Os EUA e as demais nações aliadas criaram a Organização das Nações Unidas.
3 - 1778, Aliança com a França
Os Estados Unidos aliaram-se à França contra a Inglaterra e receberam considerável ajuda na sua luta pela independência.
4 - 1803, Compra da Luiziânia
O presidente Thomas Jefferson comprou da França de Napoleão Bonaparte a Luiziânia por 15 milhões de dólares, dobrando a extensão dos Estados Unidos.
5 - 1940, Ajuda econômica
O primeiro-ministro inglês Winston Churchill negociou com o presidente Franklin Roosevelt um mecanismo de empréstimos e arrendamentos que seguraria a economia da Grã-Bretanha. Estendido a 50 países, o mecanismo injetou 50 bilhões de dólares nas economias aliadas.
6 - 1949, nasce a OTAN
O presidente Harry Truman patrocinou a criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte. Entidade militar, bloqueou o expansionismo da União Soviética.
7 - 1944, Bretton Woods
Em julho, o presidente Franklin Roosevelt patrocinou uma reunião de 44 países que procuraram cuidar da ordem econômica do mundo depois da guerra que estava terminando. A reunião, realizada em Bretton Woods, produziu a criação do Banco Mundial e o FMI.
8 - 1807, Proibido o tráfico
O presidente Thomas Jefferson pediu e obteve do Congresso uma lei proibindo a importação de africanos escravizados. (O Brasil só fez isso a sério em 1850.)
9 - 1823, Surge a Doutrina Monroe
O presidente James Monroe afastou as potências europeias do continente americano.
10 - 1962, Crise dos mísseis
Em outubro, o presidente John Kennedy foi avisado pela CIA de que a União Soviética estava colocando mísseis com bombas atômicas em Cuba.
Kennedy rejeitou um ataque a Cuba e aceitou a sugestão de bloquear a ilha.
O primeiro-ministro soviético piscou e retirou os mísseis. Nunca o mundo esteve tão perto de uma nova guerra.
Serviço: Mais detalhes dessa pesquisa estão no site do Council on Foreign Relations.

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