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Hong Kong acusa 7 suspeitos e 2 empresas por incêndio que matou 168 pessoas

O incêndio de grandes proporções atingiu sete prédios residenciais e matou 168 pessoas em 26 de novembro de 2025. Ex-moradores e familiares das vítimas aguardavam respostas há meses, depois que o fogo devastou a comunidade unida de Wang Fuk Court, que abrigava milhares de pessoas no distrito suburbano de Tai Po.

Em comunicado, as autoridades informaram que a polícia e a Comissão Independente Contra a Corrupção acusaram os suspeitos de 25 crimes. Entre as acusações estão lavagem de dinheiro, tentativa de obstrução da justiça e evasão fiscal.

Os sete indivíduos desempenharam diferentes funções no projeto de grande renovação de Wang Fuk Court. As duas empresas acusadas são a firma de consultoria do projeto e a empreiteira principal envolvida.

Os casos foram agendados para audiência no tribunal na tarde de quarta-feira.

Em março, a polícia informou ter prendido 38 pessoas por acusações relacionadas ao complexo, incluindo homicídio culposo e fraude. Nove já foram formalmente acusados. A agência anticorrupção disse, no mesmo mês, que também prendeu 23 pessoas sob suspeita de crimes como suborno e conspiração para fraude.

O advogado Victor Dawes, que representa um comitê independente que conduz uma investigação sobre a causa do incêndio, afirmou anteriormente que quase todos os sistemas de segurança contra incêndio falharam no dia do desastre devido a erro humano.

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O complexo, localizado no distrito de Tai Po, possui cerca de dois mil apartamentos e abriga cerca de 4,6 mil moradores, segundo um censo realizado pelo governo em 2021. Cada uma das oito torres tem mais de 30 andares.

O Departamento de Bombeiros disse ter recebido o chamado às 3h51 no horário de Brasília (14h51, no horário local) do dia 26 de novembro de 2025 sobre o incêndio. Centenas de agentes foram mobilizados.

Horas após o início do combate às chamas, a pasta elevou o alerta para o nível 5, o mais alto da escala. Outros mil policiais foram mobilizados, segundo o governo.

As autoridades acreditam que o fogo se espalhou rapidamente por telas de construção verdes e andaimes de bambu que estavam sendo usados em obras de reforma.

Hong Kong tem histórico de incêndios graves. O último de grande impacto ocorreu em 1996, quando 41 pessoas morreram após um fogo causado por soldagem durante reformas internas. O episódio levou a mudanças nas regras de construção e segurança contra incêndios em prédios altos.

O uso de andaimes de bambu — tradicional na arquitetura chinesa e ainda comum em Hong Kong — está sendo reduzido após 22 mortes envolvendo trabalhadores entre 2019 e 2024. Pelo menos três incêndios com esse tipo de estrutura foram registrados neste ano, segundo uma associação de vítimas de acidentes industriais.

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