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'Hormuz é só o gatilho para alta estrutural do petróleo', diz analista

Rodrigues disse que a reabertura do estreito, sozinha, pode não devolver o barril ao preço anterior ao conflito. Para ele, quanto mais tempo o bloqueio durar, mais difícil fica voltar para um patamar de equilíbrio.

Ele também comparou o cenário atual com 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia levou o barril acima de US$ 100, mas o mercado acabou se equilibrando e os preços recuaram. No Oriente Médio, na avaliação de Rodriguez, o cenário de incerteza é maior.

Nesse momento o que a gente está vendo é extrema volatilidade. A gente não tem nenhum tipo de cenário ou nenhuma luz no fim do túnel para entender em quanto tempo esse estreito vai ficar fechado e qual vai ser o efeito dominó das demais variáveis. Muitas vezes a gente acha que só de abrir o estreito, abrir esse canal logístico, rapidamente o petróleo volta a escoar e os campos voltam a produzir, e não é bem assim. Não existe um botão de on e off que você consegue desligar.
Pedro Rodrigues

O analista salientou que como o petróleo é uma commodity, o problema não é a falta do produto, mas sim o processo de inflação e desaceleração que o aumento do preço do barril gera no mundo todo.

O mercado do petróleo é uma commodity, então não vai faltar petróleo. O que vai acontecer é que o preço que vão pagar pelo petróleo vai ficar muito mais alto. Aumento da inflação, desaceleração das economias. Quando a gente tem 20% do fluxo mundial bloqueado ali no Estreito de Hormuz, o preço do mundo inteiro vai subir, que é o que a gente está vendo agora.
Pedro Rodrigues

Ao comentar os impactos da escalada no preço do petróleo no Brasil, Rodrigues avaliou que a Petrobras tende a repassar aumentos se o barril continuar subindo para evitar risco de desabastecimento.

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