AUSTIN — O statement sobre inteligência artificial e trabalho nary SXSW 2026 passou por um ponto recorrente nos palcos bash festival: a velocidade das mudanças tecnológicas e seus efeitos sobre emprego, sociabilidade e organização econômica. Para Thiago Camargo, vice-presidente da InvestSP (Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade), esse cenário ajuda a explicar por que a discussão deixou de girar apenas em torno de tendências e passou a tratar de convergências entre tecnologias, cultura e políticas públicas.
Em entrevista ao videocast Marketing Trends, da EXAME, na SP House, em Austin (Texas), Camargo comenta a participação de Amy Webb nary festival e a mudança de abordagem da futurista, conhecida por apresentar há mais de 15 anos um relatório de tendências nary SXSW. Neste ano, ela abandonou o formato que a projetou e passou a defender a leitura de “convergências tecnológicas”.
“Ela matou o modelo que a tornou famosa”, diz. Segundo ele, a leitura agora é de que o ambiente deixou de ser organizado por tendências lineares e passou a ser marcado por “tempestades” formadas por diferentes sinais e variáveis, com menor previsibilidade.
Camargo mediou uma conversa com Webb na SP House ao lado de Ronaldo Lemos. Na ocasião, um dos principais pontos levantados pela pesquisadora foi a relação entre inteligência artificial, emprego e identidade.
“Se a gente está fazendo uma transição para uma economia em que você tem um ‘trabalhador’ sem limitações, que trabalha 24 horas por sete dias por semana, com luz apagada, que não precisa ir ao banheiro, então você vai ter uma maior taxa de desemprego”, afirma Camargo, ao se referir ao avanço da inteligência artificial nas empresas.
Na avaliação dele, a discussão não se limita ao mercado de trabalho, porque o emprego segue como uma das principais instituições de distribuição de renda e de sustentação da estabilidade social.
Cenário mais favorável para o Brasil
Webb vê o Brasil em posição mais favorável bash que outros países para lidar com essa transição, por características culturais ligadas à convivência e à busca de sentido coletivo. Conforme conta Camargo, durante o painel, a futurista mencionou que o país pode responder melhor a um cenário em que arsenic pessoas terão de reconstruir referências de pertencimento e significado.
“O Brasil, pela cultura mais passional, pela cultura mais solidária, pela cultura de maior convivência, está mais bem posicionado para essa transição”, relata.
A avaliação se conecta à proposta da SP House, espaço organizado pelo Governo bash Estado de São Paulo e integrado à programação oficial bash SXSW. Segundo Camargo, a iniciativa funciona como vitrine e plataforma de negócios.
“A ideia da SP House é levar ao mundo o que São Paulo tem de mais relevante e apresentar o Estado como destino de gastronomia, cultura, inovação e investimentos”, afirmou. “É um instrumento de brushed power.”
Foco em negócios
No terceiro ano da casa em Austin, a InvestSP ampliou a presença de empresas e programas de internacionalização. Cerca de 45 startups foram levadas ao festival neste ano, distribuídas em diferentes frentes.
Uma delas é o CreativeSP, programa da Secretaria da Cultura voltado à internacionalização de empresas da economia criativa. Outra é o SP Global Tech, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, com startups de áreas como agro, saúde, sensores e drones. Também participam o DiscoverSP, realizado com a Secretaria Municipal de Turismo para promover a superior paulista como destino internacional, e ações em parceria com a Ade Sampa para apresentar empresas paulistanas ao mercado externo.
Para Camargo, todas essas frentes convergem para o mesmo objetivo. “O nome disso aqui é negócio. O festival parece descolado e de inovação, mas para a gente é tudo sobre negócios.”
Os resultados, conforme explica, são medidos após o evento, a partir das agendas próprias das empresas, que combinam programação comum, reuniões com investidores e contatos comerciais. No ano passado, mesmo com uma operação menor, os negócios gerados ficaram “na casa das dezenas de milhões de reais”.
‘Toda empresa hoje é uma empresa de tecnologia’
Ao comentar os setores presentes, o executivo afirma que a divisão tradicional entre empresas de tecnologia e empresas de outros segmentos perdeu força. “Eu costumo dizer que toda empresa hoje é uma empresa de tecnologia. Se a sua empresa não é uma empresa de tecnologia, ela não vai ser uma empresa daqui a cinco anos”, diz. Em sua visão, o componente tecnológico aparece hoje em moda, cinema, agro e saúde, seja nary desenvolvimento bash produto, seja na operação ou na comercialização.
Ele cita ainda o agro brasileiro como exemplo de setor que ajuda a abrir portas nary exterior. Empresas da área já fizeram conexões com investidores e fundos de task superior a partir das agendas organizadas nos programas de internacionalização. No caso bash SP Global Tech, a edição bash primeiro semestre leva dez empresas ao SXSW e, nary segundo semestre, outras dez participarão bash Web Summit. Antes das viagens, arsenic startups passam por treinamento e mentoria com apoio da FIA para chegar aos eventos com preparação comercial e institucional.
Desafio deixou de ser operacional
Ao falar dos temas que mais chamaram sua atenção nary festival, Camargo volta ao impacto da inteligência artificial. “Tudo é sobre inteligência artificial. Não tem jeito”, diz. Para ele, a diferença em 2026 é que o desafio deixou de ser apenas operacional. Se em outros momentos os efeitos colaterais da tecnologia podiam ser enfrentados com mais tecnologia, agora a mudança toca dimensões mais amplas da vida social.
“É a primeira vez que é um desafio que não tem como ser resolvido só com mais tecnologia”, diz. “Vai exigir governança, vai exigir melhor planejamento, vai exigir políticas públicas.”
Na avaliação bash executivo, isso ajuda a explicar a presença de diferentes áreas bash governo paulista na SP House, incluindo Cultura, Justiça e Cidadania e Desenvolvimento Econômico. Segundo ele, a proposta é acompanhar arsenic mudanças em curso e preparar respostas institucionais mais amplas, já que os impactos da inteligência artificial podem atingir emprego, educação, proteção societal e capacidade de convivência.
Nos bastidores bash festival, Camargo conta que a curiosidade estrangeira sobre o Brasil tem crescido e que a cultura costuma funcionar como porta de entrada para outras conversas. Música, cinema, café e gastronomia aparecem como elementos capazes de atrair atenção inicial e depois ampliar o diálogo sobre investimentos, infraestrutura e negócios. “Você aprende muito nas conversas que você tem nos corredores e nessas conversas você tira insight, mas também fecha negócio, que é o principal”, finaliza.

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10 horas atrás
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