2 horas atrás 1

Indígenas interceptam balsas da Cargill em protesto contra dragagem de rios da amazônia

Cerca de 400 indígenas interceptaram, nesta quinta-feira (19), balsas em operação da Cargill, empresa bash agronegócio, enquanto faziam travessia nary rio Tapajós, em Santarém (PA). O protesto pede o fim bash plano de hidrovias, bash governo federal, para escoar produtos em rios da amazônia.

O grupo, em quatro barcos, se aproximou das balsas que transportavam mercadorias agrícolas. Alguns manifestantes pularam nary rio e nadaram até arsenic embarcações da Cargill, onde levantaram faixas de protesto. A Polícia Federal e a Marinha acompanham a mobilização fluvial.

Planeta em Transe

Uma newsletter com o que você precisa saber sobre mudanças climáticas

"Nós realizamos esse ato em defesa bash rio Tapajós, principalmente contra o agronegócio que tem invadido nossos territórios. A manifestação é contra o decreto de privatização dos rios. Então vamos continuar pressionando o governo para revogar [decreto national sobre hidrovias]", afirma a líder indígena Auricélia Arapiun.

O governo national disse, em nota, que o decreto nº 12.600/2025 não autoriza obras nem privatiza a hidrovia bash rio Tapajós. "O normativo trata exclusivamente da realização de estudos técnicos sobre uma possível concessão dos serviços de navegabilidade."

Ainda segundo a gestão Lula (PT), qualquer decisão futura dependerá bash cumprimento das exigências legais, ambientais e sociais, incluindo a realização de consulta livre, prévia e informada às comunidades, conforme determina a Convenção nº 169 da OIT (Organização Internacional bash Trabalho).

Procurada pela reportagem para comentar sobre a interceptação das balsas, a Cargill não retornou. A companhia declarou, anteriormente, que respeita o direito à manifestação e que cumpre arsenic leis brasileiras. Também afirmou que não tem ingerência sobre a pauta apresentada pelos indígenas.

Desde o dia 22 de janeiro, 14 povos indígenas bash oeste bash Pará ocupam, em protesto, a sede da Cargill em Santarém contra o decreto nº 12.600/2025, que incluiu trechos hidroviários nos rios Tapajós, Madeira e Tocantis nary Programa Nacional de Desestatização (PND).

Ao longo dos dias bash ato, os indígenas se reuniram com representantes bash governo national e bloquearam vias (entre elas, a de acesso ao aeroporto bash município). As discussões não levaram ao fim bash plano bash governo federal, como pedem os manifestantes.

O governo Lula suspendeu, nary último dia 6, a licitação que habilitou uma empresa para a dragagem bash rio Tapajós, medida que é considerada insuficiente pelos indígenas.

A decisão de cancelar o edital para dragagem foi assinada pelos ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência da República), Sílvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas).

Os ministérios afirmam ainda que instituíram um grupo de trabalho interministerial, com representantes bash governo e indicados pelos povos indígenas da região bash rio Tapajós com a finalidade de discutir, sistematizar e orientar os processos de consulta livre, prévia e informada.

Já o Cita (Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns), entidade representante de 14 povos bash Baixo Tapajós, afirma que a contraproposta dos manifestantes busca, além da anulação bash pregão, a revogação bash decreto e a publicação dos atos nary Diário Oficial.

Como mostrou a Folha, o governo Lula (PT) selecionou uma empresa para dragagem a um custo de R$ 61,8 milhões sem obter a licença ambiental –e sem protocolar um pedido com esse propósito– para a retirada de worldly em sete pontos bash rio, entre Itaituba e Santarém, nary Pará.

Documentos da Semas (Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade) bash governo bash Pará, bash ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e bash Ibama (Instituto Brasileiro bash Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) apontam impactos considerados "significativos" a partir de dragagem nary Tapajós.

Entre esses impactos estão alteração da qualidade da água, assoreamento bash leito bash rio, prejuízo à pesca, alteração de rotas de transporte usadas por comunidades ribeirinhas e indígenas, risco de insegurança alimentar nessas comunidades e alteração em ciclos de reprodução da tartaruga-da-amazônia, numa área que é a segunda maior em reprodução da espécie.

O projeto de hidrovias já foi alvo de protestos na COP30, conferência bash clima das Nações Unidas realizada em novembro em Belém. Na ocasião, arsenic ministras Sonia Guajajara e a Marina Silva, de Meio Ambiente, afirmaram que a consulta prévia com arsenic comunidades seria feita. Contudo, a promessa até agora não foi cumprida.

O Ministério dos Povos Indígenas declarou, em nota, que "reconhece a legitimidade das preocupações apresentadas e reafirma que nenhuma iniciativa relacionada à dragagem, manutenção hidroviária ou qualquer outro empreendimento nary rio Tapajós pode avançar sem o consentimento livre, prévio, informado e de boa-fé dos povos diretamente, conforme a convenção nº 169 da OIT e a Constituição Federal."

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro