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Indústria cresce, empregos nos EUA, guerra no Irã pressiona petróleo

Indústria avança 1,8% em janeiro e interrompe sequência de queda

  • A produção industrial brasileira cresceu 1,8% em janeiro de 2026 na comparação com dezembro, segundo a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada hoje pelo IBGE. É o maior avanço mensal desde junho de 2024 (4,4%) e interrompe três meses consecutivos de queda: -0,5% em outubro, -1,4% em novembro e -0,1% em dezembro de 2025.
  • O resultado recupera parte do recuo de 2,5% acumulado entre setembro e dezembro do ano passado. Na comparação com janeiro de 2025, o setor avançou 0,2%. A média móvel trimestral, porém, ainda é negativa: -0,1%.
  • O IBGE atribuiu parte do avanço ao efeito de recuperação após dezembro, quando a indústria registrou queda de 1,9% (a mais intensa desde março de 2021), influenciada por férias coletivas mais frequentes. Com a retomada das atividades no início do ano, parte dessa perda foi revertida.

EUA divulgam payroll de fevereiro com expectativa de criação menor de empregos

  • O Departamento do Trabalho dos EUA divulga hoje o payroll, relatório mensal de criação de empregos no setor não agrícola, referente a fevereiro. A expectativa é de abertura entre 50 mil e 70 mil vagas, bem abaixo das 130 mil de janeiro e próxima da média mensal de 2025, o ano de crescimento mais fraco de empregos fora de uma recessão desde 2003. A taxa de desemprego deve ficar estável, entre 4,3% e 4,4%.
  • O dado chega num momento de debate sobre o ritmo da desaceleração do mercado de trabalho americano. O Federal Reserve mantém os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano e segue cauteloso diante de uma inflação ainda acima da meta de 2%. O governo do presidente Donald Trump pressiona por novos cortes, mas o BC americano quer mais evidências antes de agir.

Guerra no Irã pressiona petróleo, dólar e expectativas de inflação no Brasil

  • A escalada do conflito entre EUA, Israel e Irã voltou a alimentar o temor de interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz e empurrou os contratos futuros para perto de US$ 80 por barril, alta de quase 10% em poucos dias.
  • Para o Brasil, o petróleo estabilizado nesse patamar pode adicionar cerca de 0,25 ponto percentual ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), elevando a inflação projetada para 2026 a cerca de 4,1%.
  • O dólar, que já opera entre R$ 5,20 e R$ 5,30, tende a se manter pressionado pelo movimento global de aversão a risco. O mercado passou a precificar cortes da Selic mais lentos do que projetava antes do conflito.

Veja o fechamento de dólar e Bolsa na quinta (5):

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