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Inflação é o maior risco para o Brasil, mas depende da duração da guerra

Além disso, pode-se prever dificuldades para o escoamento das exportações brasileiras de milho. O Irã é o maior destino individual, respondendo por quase um quarto das vendas externas brasileiras do cereal.

A expectativa é a de que os preços do petróleo não voltem aos níveis anteriores a 2026, mas acabem se estabilizando em torno de US$ 80 por barril, o que adicionaria 0,4 ponto à inflação. Nesta hipótese, o IPCA, atualmente projetado para fechar 2026 em 3,9%, avançaria para 4,3% neste ano.

Fiscal e setor externo podem sair ganhando

Com os preços do petróleo a US$ 80 por barril, e considerando uma cotação do dólar a R$ 5,30, o departamento de pesquisa econômica do Bradesco calcula que o resultado primário das contas públicas teria um acréscimo positivo de 0,3 ponto percentual.

A partir das mesmas premissas, a balança comercial seria ampliada em US$ 11 bilhões e o déficit em transações correntes seria reduzido em 0,4 ponto percentual do PIB (Produto Interno Bruto). Para o Brasil, tanto no caso das contas públicas quanto no do setor externo, quanto mais o preço do petróleo e a cotação do dólar subirem, melhores serão os resultados, caso não ocorra um crash global e a economia mundial não entre em colapso.

Até a atividade econômica acabaria beneficiada com uma alta moderada nas cotações do petróleo. A US$ 80 por barril, nas estimativas do Bradesco, o PIB teria um acréscimo de 0,4 ponto percentual em 2026, com expansão de 2,2% em lugar de 1,8% da projeção média do momento.

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