Inflação e PIB dos EUA, arrecadação federal no Brasil; os destaques de hoje
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Inflação nos EUA sai hoje com dois meses de atraso
Os Estados Unidos divulgam hoje (22) o PCE (Despesas de Consumo Pessoal) de novembro, o principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve. O número chega com dois meses de atraso por causa do shutdown que paralisou o governo americano no fim de 2025, mas é importante para a decisão de juros marcada para a próxima semana, dias 27 e 28 de janeiro.
O consenso de mercado projeta alta de 0,2% no núcleo do PCE na comparação mensal, levando a taxa anual para a casa de 2,7% a 2,8%. Esse patamar está acima da meta de 2% do Fed, o que pode levar o banco central a manter os juros elevados por mais tempo.
Além do número cheio, os investidores vão acompanhar o chamado supercore, a inflação de serviços excluindo habitação e energia. Essa é a métrica favorita do presidente do Fed, Jerome Powell, para medir a persistência da inflação doméstica, aquela que é menos afetada por choques externos e mais ligada aos salários americanos.
PIB dos EUA deve mostrar crescimento forte
Os EUA divulgam hoje a leitura final do PIB do terceiro trimestre de 2025, com previsão de crescimento anualizado de 4,3%. O número, se confirmado, ratifica a estimativa inicial e mostra a economia americana no ritmo mais forte em dois anos.
A divulgação é atípica: o dado refere-se ao período de julho a setembro, mas só sai agora devido ao shutdown do governo americano no final de 2025, que atrasou o calendário do Escritório de Análises Econômicas.
O crescimento reforça a tese de que o consumo das famílias seguiu forte mesmo com juros elevados. Para o mercado, isso significa menos espaço para cortes agressivos de juros pelo Federal Reserve em 2026. Um PIB de 4,3% sem gerar desemprego em massa dá ao Fed menos incentivo para afrouxar a política monetária rapidamente.
Arrecadação federal de 2025 mostra se governo cumpriu meta fiscal
A Receita Federal divulga hoje os dados de arrecadação de dezembro e o balanço consolidado de 2025. O número irá confirmar se o governo brasileiro conseguiu cumprir a meta de déficit zero estabelecida para o ano.
A meta previa resultado primário neutro, com margem de tolerância de até R$ 31 bilhões de déficit (equivalente a 0,25% do PIB). Segundo o Tesouro Nacional, o governo deve ter fechado 2025 com déficit de cerca de R$ 20,6 bilhões, dentro do limite permitido.
Estimativas recentes apontam arrecadação recorde de R$ 3,98 trilhões em impostos no ano, alta de 10,56% ante 2024. O aumento foi impulsionado pela tributação de fundos exclusivos e offshores, impostos sobre bets, taxa sobre encomendas internacionais, reoneração da folha de pagamentos e fim de benefícios fiscais para eventos (Perse).
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na quarta (21):
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