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IPCA-15 na meta, reunião do Copom, confiança nos EUA; os destaques da terça

IPCA-15 tem alta de 0,2%, mas continua dentro da meta de inflação

  • O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) registrou alta de 0,2% em janeiro de 2026, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE. O resultado representa desaceleração em relação a dezembro, quando a prévia marcou 0,25%.
  • No acumulado de 12 meses, o indicador avançou 4,5%, mantendo-se dentro do teto da meta de inflação do Banco Central. Em 2025, o IPCA-15 fechou com alta de 4,41% no ano, ficando também dentro do intervalo de tolerância estabelecido pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).
  • A meta de inflação é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que coloca o limite entre 1,5% e 4,5%. Com isso, a prévia de janeiro confirma que a inflação continua pressionada, mas ainda controlada dentro dos parâmetros do BC. O dado ajuda a orientar as próximas decisões sobre a taxa Selic, atualmente em 15% ao ano.

Copom inicia hoje sua primeira reunião de 2026

  • O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central começou hoje sua primeira reunião de 2026, que se estende até amanhã, dia 28, quando será anunciada a decisão sobre a taxa Selic. O consenso de mercado aponta para manutenção da taxa em 15% ao ano, diante de uma inflação ainda pressionada e incertezas no cenário fiscal e externo.
  • A expectativa é de que o Banco Central mantenha os juros inalterados neste encontro e comece um ciclo de cortes apenas em março, com reduções entre 0,25 e 0,50 ponto percentual. Projeções do boletim Focus indicam que a Selic pode encerrar 2026 em torno de 12,25% a 12,50%, caso a inflação siga em trajetória de desaceleração.

Confiança do consumidor nos EUA sai hoje

  • Os EUA divulgam hoje o índice de Confiança do Consumidor do Conference Board, com expectativa de 90,9 pontos em janeiro. O número está longe dos picos acima de 110 pontos registrados em 2023 e 2024, refletindo um consumidor mais cauteloso diante de juros elevados e incertezas econômicas.
  • O índice se divide em duas partes: situação presente e expectativas futuras. Quando o subíndice de expectativas fica próximo ou abaixo de 80 pontos, costuma indicar risco maior de recessão nos próximos 12 meses. Uma leitura próxima aos 90,9 pontos esperados reforça o cenário de crescimento fraco, mas sem sinais de colapso iminente.
  • Para o mercado financeiro, um dado nessa faixa tende a favorecer os títulos do Tesouro americano (Treasuries) e pode enfraquecer o dólar, já que reforça apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve. Para as bolsas, o efeito depende da combinação com outros indicadores: se o número vier bem abaixo das projeções, setores ligados ao consumo discricionário podem sofrer pressão.
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