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'Irã acolhe o diálogo e não busca guerra', diz presidente iraniano em meio a ameaças de Trump

Apesar da declaração em tom mais ameno, Masoud Pezeshkian afirmou que, caso o país seja atacado, irá revidar: 'O Irã responderá imediata e decisivamente a qualquer agressão'.


Trump pressiona Irã por acordo e Teerã devolve ameaça

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"O Irã acolhe o diálogo e não busca a guerra": a declaração em tom mais ameno, após dias de troca de farpas entre o governo iraniano e os Estados Unidos veio do presidente do país, Masoud Pezeshkian, nesta sexta-feira (30).

Segundo a mídia estatal iraniana, Pezeshkian conversou com o presidente dos Emirados Árabes Unidos sobre as ameaças que vem sendo feitas por Donald Trump e disse que não deseja um conflito.

Porém afirmou que, caso o Irã seja atacado, "responderá imediata e decisivamente a qualquer agressão".

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian — Foto: IRIB/via Reuters TV/Divulgação via REUTERS

"Um ataque limitado é uma ilusão. Qualquer ação militar dos EUA , de qualquer origem e em qualquer nível, será considerada o início de uma guerra , e sua resposta será imediata, abrangente e sem precedentes, visando o agressor, o coração de Tel Aviv e todos os apoiadores do agressor", declarou.

Antes dele, outros representantes de Teerã já haviam se pronunciado. O perfil oficial da missão do Irã junto à ONU disse que o país está pronto para o diálogo, mas não deixará de se defender:

"O Irã está pronto para o diálogo baseado no respeito mútuo e nos interesses comuns, mas se pressionado, se defenderá e responderá como nunca antes".

Ali Khamenei e Donald Trump — Foto: Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci

Em seu post em uma rede social, Trump também relembrou a grande operação realizada pelos EUA em parceria com Israel no país em junho do ano passado, quando três instalações nucleares do país foram bombardeadas. Disse que um novo ataque ao país será "muito pior" e que o "tempo está se esgotando":

"Esperamos que o Irã se sente à mesa de negociações o mais breve possível e chegue a um acordo justo e equitativo – sem armas nucleares - um acordo que seja bom para todas as partes. O tempo está se esgotando, é realmente essencial! Como eu disse ao Irã uma vez, façam um acordo! Eles não fizeram e houve a “Operação Martelo da Meia-Noite”, uma grande destruição do Irã. O próximo ataque será muito pior! Não deixem isso acontecer novamente".

O conjunto atual de opções incluiria bombardeios e até a possibilidade de forças americanas realizarem operações especiais encobertas em locais dentro do Irã.

Nos últimos dias, Trump também vem ponderando se uma mudança de regime seria uma opção viável, afirmou a reportagem.

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