
Crédito, Getty Images
- Author, Elizabeth Botcherby
- Role, Jornalista esportiva da BBC
Published Há 6 minutos
Tempo de leitura: 3 min
A cota de ingressos destinada aos torcedores do Irã para a fase de grupos da Copa do Mundo foi revogada poucos dias antes do início do torneio, informou a federação de futebol do país.
A Copa do Mundo, sediada conjuntamente por Canadá, México e Estados Unidos, começa na quinta-feira (11/06). O Irã está programado para enfrentar a Nova Zelândia em 15 de junho e a Bélgica em 21 de junho — ambas as partidas em Los Angeles — antes de jogar contra o Egito em Seattle, em 26 de junho.
A entidade que governa o futebol iraniano afirma que os regulamentos da Fifa determinam que cada federação participante da Copa do Mundo receba 8% dos ingressos de cada uma de suas partidas para distribuir aos seus torcedores.
A federação acrescentou que já havia iniciado a venda dos ingressos, mas agora não pode mais disponibilizá-los aos fãs, alguns dos quais já haviam feito planos de viagem.
"Privar os torcedores iranianos do acesso à sua cota legal e oficial de ingressos é uma ação contrária ao espírito que rege as competições internacionais e ao princípio da igualdade entre os países participantes", afirmou a FFIRI em comunicado.
"Esse desenvolvimento levanta sérias questões sobre a interferência de considerações não esportivas e políticas na organização do maior evento de futebol do mundo."
A FFIRI também pediu à Fifa "que mantenha os princípios de neutralidade, justiça e respeito aos regulamentos estabelecidos".
O envolvimento do Irã na Copa do Mundo tem sido marcado por incertezas, relacionadas à guerra em curso no Oriente Médio e às preocupações de segurança associadas.
Em 25 de maio, o Irã transferiu sua base de treinamento de Tucson, no Arizona, para a cidade mexicana de Tijuana, alegando que os Estados Unidos não estavam dispostos a recebê-los.
De acordo com as condições de seus vistos, a delegação iraniana terá de entrar e sair dos Estados Unidos nos dias de cada partida da fase de grupos.
Menos de duas semanas depois, em 6 de junho, o Irã acusou os Estados Unidos de negar vistos a membros "essenciais" da comissão técnica e administrativa da seleção nacional, com 15 dirigentes e funcionários administrativos tendo a entrada recusada.
A FFIRI já havia apresentado à Fifa uma lista de 10 condições para a participação do país na Copa do Mundo, incluindo a autorização para que jogadores, treinadores e dirigentes que tenham cumprido serviço militar junto ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) possam participar do torneio.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que os jogadores iranianos serão bem-vindos na competição, mas que indivíduos com vínculos ao IRGC poderão enfrentar restrições de entrada no país.
O Irã foi o único país ausente no congresso anual da Fifa realizado em Vancouver, em abril, depois que uma delegação de dirigentes da FFIRI, incluindo seu presidente, Mehdi Taj, foi impedida de entrar no Canadá pelo serviço de imigração do país.

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