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Irã anuncia exercícios militares com Rússia e China em meio a negociações nucleares com os EUA

A agência de notícias semioficial iraniana Fars informou nesta quarta-feira (18) que o Exército iraniano realizará exercícios navais em conjunto com forças russas no Mar de Omã e no norte do Oceano Índico na quinta-feira. O governo da Rússia não se manifestou oficialmente sobre o assunto até a última atualização desta reportagem.

“Criar convergência e coordenação em medidas conjuntas para enfrentar atividades que ameaçam a segurança e a proteção marítima (...) bem como combater o terrorismo marítimo estão entre os principais objetivos deste exercício conjunto”, disse um comandante da Marinha iraniana, Hassan Maghsoodloo, segundo a Fars.

As manobras conjuntas Irã-Rússia ocorrerão também poucos dias após a Guarda Revolucionária Islâmica, braço militar mais forte do regime do aiatolá Ali Khamenei, ter conduzido exercícios militares no Estreito de Ormuz. O estreito teve que ser parcialmente fechado na terça-feira por conta das manobras. (Veja no vídeo no início da reportagem)

Segundo agências estatais iranianas, até o final de fevereiro, a China se junta a Irã e Rússia para novos exercícios militares no Oriente Médio. As manobras integrarão um programa chamado "Cinturão de Segurança Marítima", que visa aumentar a integração na segurança entre os três países e ocorre anualmente desde 2019.

Negociação nuclear e tensão militar

Ali Khamenei e Donald Trump — Foto: Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci

O primeiro encontro para negociações nucleares entre EUA e Irã, no início do mês em Omã, teve "atmosfera muito positiva" e os países retomam as tratativas após consultas internas.

O ministro das relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou na terça-feira que houve avanços na segunda rodada de negociações com os EUA, e que o caminho para um acordo nuclear estaria aberto. Washington, no entanto, foi mais comedido e falou que ainda tem um longo caminho pela frente.

As negociações são tratadas com cautela porque EUA e Irã ainda têm grandes diferenças entre eles: enquanto Washington exige de Teerã extinguir os programas nuclear e de mísseis e parar de apoiar grupos armados da região, o regime Khamenei afirma que negociará apenas seu programa nuclear.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou nesta terça-feira que Trump não conseguirá derrubar seu regime e ameaçou derrubar o porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln, que está estacionado nas águas do Mar Arábico em alcance de um eventual ataque ao Irã.

Veja os vídeos que estão em alta no g1

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O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, disse na semana passada que o país está disposto a "inspeções" da AIEA para mostrar que seu programa nuclear é pacífico, mas afirmou que não cederá a "exigências excessivas" dos EUA.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse nesta semana que fazer um acordo com o Irã "será difícil" e chamou os aiatolás iranianos, que governam o país, de radicais.

O Irã insiste que seu programa nuclear é meramente para fins pacíficos, e disse estar disposto se submeter a "inspeções" para provar isso. O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, encontrou-se com o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, nesta segunda-feira. Ambos afirmaram que tiveram uma discussão "aprofundada" sobre questões nucleares.

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