O Irã lançou ataques contra Israel e outros alvos no Oriente Médio nesta quarta-feira, mostrando que ainda consegue reagir e afetar o fornecimento de energia, apesar do que o Pentágono classificou como os bombardeios mais intensos já realizados pelos EUA e por Israel até agora.
Os preços do petróleo, que haviam disparado no início da semana, recuaram, e os mercados de ações se recuperaram. Por enquanto, investidores apostam que o presidente dos EUA, Donald Trump, encontrará uma forma rápida de encerrar a guerra iniciada ao lado de Israel há quase duas semanas.
Após escritórios de um banco em Teerã serem atingidos durante a noite, Zolfaqari afirmou que o Irã responderá com ataques a bancos que mantenham negócios com os Estados Unidos ou Israel. Ele também recomendou que pessoas em todo o Oriente Médio se afastem dessas instituições.
Uma autoridade israelense de alto escalão disse à Reuters que os líderes do país já admitem, em privado, que o governo iraniano pode sobreviver à guerra. Outras duas autoridades afirmaram que não há sinais de que Washington esteja perto de encerrar a ofensiva.
Refinaria de petróleo — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Líder Supremo do Irã é ferido em ataque segundo agência de notícias
Em mais uma demonstração pública de desafio, grandes multidões foram às ruas nesta quarta-feira para os funerais de comandantes mortos em ataques aéreos. As pessoas carregavam caixões, bandeiras e retratos do líder supremo morto, aiatolá Ali Khamenei, e de seu filho e sucessor, Mojtaba.
Uma autoridade iraniana disse à Reuters que Mojtaba Khamenei sofreu ferimentos leves no início da guerra, quando ataques aéreos mataram seu pai, sua mãe, sua esposa e um filho. Desde então, ele não apareceu em público nem divulgou mensagens.
Os militares iranianos informaram na terça-feira que lançaram mísseis contra uma base dos EUA no norte do Iraque, contra o quartel-general naval norte-americano no Bahrein e contra alvos no centro de Israel.
Explosões foram ouvidas no Bahrein, e em Dubai quatro pessoas ficaram feridas após a queda de dois drones perto do aeroporto.
O Departamento de Aviação Civil do Bahrein informou que várias aeronaves da Gulf Air sem passageiros e alguns aviões de carga foram deslocados para outros aeroportos para "garantir a continuidade e a eficiência das operações aéreas" durante a crise.
Em Teerã, moradores relataram estar se acostumando aos ataques aéreos noturnos, que levaram centenas de milhares de pessoas a deixar a cidade e cobriram a capital com fumaça escura provocada por incêndios ligados ao petróleo.
IEA propõe grande liberação de reservas de petróleo
A tripulação foi retirada de um cargueiro de bandeira tailandesa após uma explosão provocar incêndio a bordo. Um navio de contêineres de bandeira japonesa e outro cargueiro registrado nas Ilhas Marshall também sofreram danos.
Os preços do petróleo, que chegaram perto de US$ 120 por barril na segunda-feira, recuaram para cerca de US$ 90. O movimento indica que investidores ainda apostam que Trump conseguirá interromper a guerra e reabrir o estreito em breve.
Israel diz que não há limite de tempo para a campanha
Autoridades dos Estados Unidos e de Israel afirmam que o objetivo é reduzir a capacidade do Irã de atuar além de suas fronteiras e destruir seu programa nuclear. Ao mesmo tempo, também incentivaram a população iraniana a derrubar o governo clerical.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira que a operação "continuará sem limite de tempo, pelo tempo que for necessário, até atingirmos todos os objetivos e vencermos a campanha".
Quanto mais a guerra durar, maior tende a ser o impacto sobre a economia global. Se o conflito terminar com a permanência do governo clerical no poder, Teerã deverá declarar vitória.
Mais de 1.300 civis iranianos morreram desde o início dos ataques aéreos dos EUA e de Israel, em 28 de fevereiro, segundo o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani. Também há registros de mortes em ataques israelenses no Líbano.
Os ataques iranianos contra Israel mataram pelo menos 11 pessoas, e dois soldados israelenses morreram no Líbano. Washington afirma que sete militares norte-americanos morreram e cerca de 140 ficaram feridos.

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