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Irã diz que postura dos EUA sobre seu programa nuclear se tornou 'mais realista'

"Uma avaliação cautelosa é que, a partir das conversas que ocorreram em Mascate (Omã), pelo menos o que nos foi informado é que a postura dos Estados Unidos sobre a questão nuclear iraniana se tornou mais realista", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, citado pela agência oficial de notícias Irna.

Os Estados Unidos e o Irã iniciarão na terça-feira (17) em Genebra, na Suíça, um segundo ciclo de negociações nucleares, sob mediação de Omã. No início de fevereiro, negociadores dos dois países se encontraram em Mascate e teve "atmosfera muito positiva", segundo Teerã.

No entanto, ambos os lados adotam cautela e o governo Trump não descartou um ataque militar direto contra o território iraniano. Há alguns meses, em junho de 2025, uma tentativa de negociações falhou quando Israel iniciou uma guerra sem precedentes contra a república islâmica. O conflito se estendeu por 12 dias e os EUA participaram dos bombardeios.

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"O tempo é essencial para nós. Nosso povo está sob a pressão opressiva das sanções, e a razão e a lógica exigem que essas sanções sejam levantadas o quanto antes", acrescentou.

O Irã insiste que seu programa nuclear é meramente para fins pacíficos, e disse estar disposto se submeter a "inspeções" para provar isso. O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, encontrou-se com o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, nesta segunda-feira. Ambos afirmaram que tiveram uma discussão "aprofundada" sobre questões nucleares.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou no domingo que um possível acordo deve incluir como condições que "todo o material enriquecido deve sair do Irã" e o desmantelamento do "equipamento e da infraestrutura que permitem o enriquecimento de urânio".

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse nesta segunda que fazer um acordo com o Irã "será difícil" e chamou os aiatolás iranianos, que governam o país, de radicais.

A retomada das conversas em fevereiro ocorreu em meio às ameaças dos Estados Unidos de uma ação militar, depois que Washington mobilizou o porta-aviões "USS Abraham Lincoln".

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