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Irã transfere míssil balístico de última geração para base subterrânea às vésperas de negociação com EUA, diz TV estatal

O canal de TV estatal iraniano afirmou nesta quinta-feira (5) que "um dos mísseis balísticos de longo alcance mais avançados do país, o Khorramshahr 4", foi implantado em uma das bases subterrâneas de mísseis da Guarda Revolucionária.

O Khorramshahr 4, também conhecido como Khaibar, tem um alcance de 2.000 km e é capaz de transportar uma ogiva de 1.500 kg, acrescentou a TV.

A mídia estatal iraniana afirma que "a implantação operacional do Khorramshahr-4 nas cidades de mísseis, ocorrida na quarta-feira (4) coincide com a mudança anunciada na doutrina das Forças Armadas, de defensiva para ofensiva, e envia uma mensagem clara aos adversários regionais e extrarregionais".

O anúncio ocorre um dia antes da data marcada para o encontro de representantes de EUA e Irã em Omã para discutir um acordo que limite o programa nuclear de Teerã.

O míssil que o Irã diz ter implantado foi apresentado em maio de 2023. Seu nome faz referência à antiga cidade de Khaybar, situada na Arábia Saudita dos tempos atuais, conhecida por uma batalha decisiva no século 7, durante a qual o exército do profeta Maomé venceu milhares de habitantes judeus.

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Dois incidentes separados ocorridos na terça-feira (3) elevaram o alerta no Estreito de Ormuz, na costa do Irã, palco da escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã.

Ambas as ações tiveram como objetivo testar a reação do Exército norte-americano para ver como as forças militares dos EUA responderiam, segundo o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês), um think-tank norte-americano especializado em questões militares.

Ao menos 10 navios de guerra estão próximos ao Irã após envio do presidente dos EUA, Donald Trump, segundo o jornal norte-americano "The New York Times". Trump realiza uma escalada de tensões com o objetivo de pressionar o regime do aiatolá Ali Khamenei a um acordo para limitar seu programa nuclear.

O impasse entre os EUA e o Irã ocorre porque o Teerã defende seu direito de enriquecer urânio e diz que seu programa nuclear é pacífico — no entanto, EUA e Israel não acreditam nisso. Trump utilizou uma recente onda de protestos contra o regime Khamenei para iniciar sua pressão para levar o Irã à mesa de negociações.

EUA e Irã já tiveram um acordo de não proliferação de armas nucleares, assinado pelo ex-presidente norte-americano Barack Obama. O próprio Trump, no entanto, se retirou desse acordo em 2018, em sua primeira gestão na Casa Branca, em retaliação ao Irã. Na ocasião, ele acusou o governo iraniano de financiar grupos terroristas.

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