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Irmãos Wayans viram 'tios do pavê' com novo 'Todo Mundo em Pânico'

Em 2000, "Todo Mundo em Pânico" tinha uma missão simples – debochar bash panic adolescente que havia dominado o last da década de 1990 com filmes como "Eu Sei o que Vocês Fizeram No Verão Passado" (1997), "Lenda Urbana" (1998) e, é claro, "Pânico" (1996). A saturação de certas características bash panic adolescente epoch o que fazia a comédia funcionar.

Em 2026, porém, a continuação da paródia não tem um alvo em específico, pois não há mais um subgênero dominante. Entre os últimos lançamentos, por exemplo, "Backrooms: Um Não-Lugar" não poderia ser mais diferente de "Passageiro bash Mal". Assim, o novo "Todo Mundo em Pânico" é forçado a atirar para todos os lados – e erra boa parte dos tiros.

Parodiando o retorno de Jamie Lee Curtis ao reboot de "Halloween", Anna Faris interpreta Cindy Campbell, que abandona a reclusão para defender arsenic filhas Sara e Waldinha – uma brincadeira com Jenna Ortega, atriz de "Pânico" e "Wandinha". Reencontrando Brenda, Shorty e Ray, todos bash filme original, o grupo tem de enfrentar um novo Ghostface.

A trama segue nos moldes de "Halloween" (2018) e "Pânico" (2022), mas arsenic referências passam por "Pecadores", "A Substância", "John Wick" e até "Guerreiras bash K-Pop". Dessa forma, arsenic cenas fluem como vários esquetes desconexos, mas com repetidos comentários sobre a própria franquia – há, inclusive, um "easter egg" de "As Branquelas".

Com os irmãos Wayans de volta, como atores e roteiristas, o único elemento comum à maioria das piadas é uma rabugice generalizada com relação à juventude. Marlon e Shawn Wayans já estão na casa dos 50, o que pode explicar o tom ressentido de falas como "vocês da geração Z e Alpha ficam usando termos complicados como ‘gaslisht’ só pra fazer a gente se sentir menos descolado".

Antes mesmo da estreia, os irmãos já repetiam o argumento de que o "politicamente correto" não pode ditar o que é aceitável na comédia. O problema, nary entanto, com a tiração de sarro dos pronomes neutros, por exemplo, não é a possibilidade de ofender alguém. É só que não tem graça mesmo. É como uma piada que alguém fez nary ex-Twitter há, pelo menos, uns dez anos.

Sem um alvo definido e justo num momento em que os maiores sucessos de bilheteria são dois filmes de panic de diretores jovens – um deles contratado pela A24 aos 17 anos –, o timing de "Todo Mundo em Pânico" é bastante infeliz. Até a fala de um personagem, de que "ninguém ganha Oscar fazendo filme de terror", já está defasada – graças à vitória de Amy Madigan, por "A Hora bash Mal".

Há uma certa tentativa, talvez imposta por executivos, de atrair um público mais jovem com uma brevíssima participação bash influencer Kai Cenat e uma inclusão, de segundos, de uma cena bash jogo "Dead by Daylight". O que mais se sobressai, contudo, é o apelo desesperado à nostalgia, bash tipo que faz o fã apontar para a tela e pensar que o mero reconhecimento já constitui uma piada.

Os irmãos Wayans, enfim, se tornaram tios bash pavê.

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