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João Fonseca projeta jogar torneios maiores do circuito: 'o céu é o limite'

Prestes a entrar oficialmente no Top 100, João Fonseca já pensa grande no circuito. E não esconde o desejo de seguir disputando os grandes torneios do calendário, a exemplo do Aberto da Austrália, onde brilhou em Melbourne. O jovem tenista brasileiro reiterou seu sonho de virar número 1 do mundo no futuro e mandou o recado: "o céu é o limite".

"Com certeza, quero jogar os grandes torneios. É o meu sonho jogar o circuito, o circuito de verdade, onde estão os 50 melhores do mundo: os Masters 1000, os ATPs 250 e 500. Quero viver essa experiência", disse o carioca e 18 anos, que sentiu o gostinho de competir entre os melhores do mundo no Aberto da Austrália.

Com as três vitórias no qualifying, a fase preliminar do primeiro Grand Slam do ano, e o surpreendente triunfo sobre o russo Andrey Rublev, número nove do mundo, na primeira rodada, Fonseca vai somar 80 pontos no ranking. Será o suficiente para entrar no Top 100 na próxima atualização da lista, no dia 27 deste mês. Ele é o atual 112º do mundo. No momento, em posição provisória e não oficial, ele ocupa o 99º lugar.

"Estou empolgado para entrar no Top 100 e jogar os grandes torneios. Quero ocupar o meu espaço no ambiente do circuito e seguir trabalhando para crescer e ter um ranking cada vez melhor", avisou o brasileiro, que já foi número 1 do mundo no juvenil e campeão do US Open da categoria em 2023. "Para mim, o céu é o limite. É preciso trabalhar cada vez mais para alcançar meu sonho, que é virar número 1 do mundo."

Fonseca admitiu estar se sentindo bem diante do reconhecimento que vem recebendo tanto do público quando dos colegas de profissão. "Sei que isso pode soar um pouco rude, mas é importante obter algum respeito dos outros jogadores", comentou o brasileiro, após ser derrotado por 3 sets a 2 pelo italiano Lorenzo Sonego, na segunda rodada.

Apesar da eliminação, o jovem tenista continuou repercutindo nas redes sociais e na imprensa brasileira. Ele disse encarar os holofotes com naturalidade. "A repercussão no Brasil é muito grande. As pessoas estão conhecendo um pouco mais de mim. Isso é muito bom. Mas, ao mesmo tempo, você precisa estar concentrado. As pessoas vão falar muito, ter mais expectativa. Mas eu preciso manter o foco na rotina, no que eu preciso fazer. Vou trabalhar mais e mais."

A queda na chave de simples do Aberto da Austrália encerrou uma série de 14 vitórias consecutivas do jovem brasileiro. Ele vinha de dois títulos consecutivos: o Torneio Next Gen Finals e o Challenger de Camberra, além de três vitórias no qualifying. Com o triunfo sobre Rublev, acumulou nove triunfos sem perder sets.

Calendário

A próxima parada do brasileiro é a Copa Davis, no confronto com a França, fora de casa, no início de fevereiro. Entre os dias 1 e 2 do próximo mês, a equipe brasileira enfrentará o time francês no Palais des Sports Jean Ros, na cidade de Orleans, pela primeira rodada da fase classificatória. Fonseca está confirmado na lista de convocados e será a grande aposta do Brasil para tentar surpreender os anfitriões.

Antes de estrear no primeiro Grand Slam da temporada, em Melbourne, o plano de Fonseca e sua equipe era disputar um torneio menor, o Challenger de Quimper, na França, justamente para se preparar para a Davis. Mas o time mudou de ideia após a grande campanha no Aberto da Austrália. E o próximo desafio do jovem carioca será mesmo a Davis.

Depois de defender o Brasil na principal e tradicional competição por equipes do tênis, Fonseca seguirá o caminho do saibro. Ele já está confirmado na chave principal do Torneio de Buenos Aires, de nível ATP 250. A competição na capital argentina será disputada entre os dias 10 e 16 de fevereiro, uma semana antes do Rio Open, competição de nível ATP 500, de maior prestígio e dificuldade.

Fonseca deve ser confirmado pelos organizadores do Rio Open na semana que vem. Ele pode receber um dos convites do torneio, assim como aconteceu com o Torneio de Buenos Aires. O salto no ranking não será suficiente para entrar diretamente na chave do Rio Open, daí a necessidade do chamado "wild card".

A partir daí, o calendário do Fonseca deve se tornar mais imprevisível, seguindo a estratégia da sua equipe, que vem dosando as participações do brasileiro nas grandes competições enquanto o tenista ganha em preparo físico e técnico para enfrentar os melhores do mundo. Mas é certo que o tenista de apenas 18 anos estará nas duas principais competições de março: os Masters 1000 de Indian Wells e de Miami, ambos disputados nos Estados Unidos, um na sequência do outro.

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