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Jogadores do Irã que disputarão Copa do Mundo recebem vistos para entrar nos EUA

Abolfazl Pasandideh, embaixador do Irã no México, disse na noite de quinta-feira (4) que a equipe ainda não havia recebido seus vistos americanos, mas que estes foram concedidos durante a noite, segundo um funcionário da Casa Branca.

O porta-voz da federação iraniana da Copa do Mundo não retornou os contatos da Reuters para comentar o assunto.

Agora no g1

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Os Estados Unidos ainda não emitiram vistos para alguns membros da equipe técnica e administrativa da seleção iraniana, informou a agência de notícias semioficial Fars nesta sexta-feira.

"Os vistos para alguns membros da equipe técnica e executiva da seleção nacional ainda não foram emitidos, e a embaixada dos EUA se recusou até agora a emiti-los", afirmou a publicação, sem citar nenhuma fonte.

A guerra com o Irã transformou a Copa do Mundo – o maior evento esportivo global – em uma disputa geopolítica, com ambos os lados aparentemente usando o torneio para fins de demonstração política.

Esta é a primeira Copa do Mundo , desde sua criação em 1930, em que um país anfitrião receberá uma nação com a qual está em guerra.

Teerã negociou, em cima da hora, a transferência da base da equipe do Arizona para Tijuana, no México, devido a problemas com vistos e um sentimento crescente no Irã de que a presença da seleção nos Estados Unidos deveria ser mínima.

A delegação iraniana tem previsão de pousar em Tijuana no início da manhã de domingo (7).

O Irã disputará sua primeira partida do Grupo G em 15 de junho contra a Nova Zelândia, em Los Angeles, onde também enfrentará a Bélgica antes de jogar contra o Egito em Seattle.

A relação EUA e Irã longe dos gramados

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Os Estados Unidos nunca disseram formalmente que não queriam que a equipe iraniana permanecesse em seu território, afirmou o embaixador Pasandideh.

No entanto, o secretário de Estado Marco Rubio disse a parlamentares na terça-feira (2) que os EUA não permitiriam que o Irã incluísse em sua delegação para a Copa do Mundo indivíduos ligados à Guarda Revolucionária Islâmica, um poderoso ramo das forças armadas iranianas .

Mehdi Taj, presidente da federação de futebol do Irã , teve sua entrada negada para o sorteio do torneio em Washington, em dezembro. Ele é um ex-comandante da Guarda Revolucionária.

O desejo do Irã de competir na Copa do Mundo ressaltou seus esforços para chegar a uma resolução na guerra com Washington, disse Pasandideh.

"A participação do Irã na Copa do Mundo – mesmo em território considerado inimigo – demonstra que o Irã busca a paz", disse Pasandideh, falando por meio de um intérprete de espanhol na embaixada iraniana na Cidade do México.

O progresso nas negociações de paz entre o Irã e os EUA tem sido lento, com ambos os lados aparentemente caminhando a passos lentos em direção a um acordo provisório, mesmo enquanto continuam realizando ataques militares.

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