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Justiça da Argentina ordena apreensão dos bens da ex-presidente Cristina Kirchner

A Justiça havia determinado que Kirchner e outros condenados no caso pagassem cerca de US$ 500 milhões em indenizações. A decisão foi contestada pela defesa da ex-presidente.

Em junho do ano passado, a Suprema Corte da Argentina proibiu Kirchner de exercer cargos públicos e manteve a condenação de 2022 à prisão por um esquema de fraude envolvendo o direcionamento de obras rodoviárias públicas na Patagônia a um aliado enquanto ela era presidente.

Kirchner cumpre a pena em prisão domiciliar, em um apartamento em Buenos Aires, de onde continua a liderar o partido peronista Justicialista.

Segundo o La Nación, Kirchner transferiu diversas propriedades para os filhos como adiantamento de herança, incluindo hotéis e apartamentos no sul da Argentina.

A ex-presidente Cristina Kirchner em 10 de junho de 2025 — Foto: REUTERS/Tomas Cuesta

O Ministério Público da Argentina pediu inicialmente uma pena de 12 anos para Cristina Kirchner por corrupção ligada à contratação de obras públicas. Posteriormente, a pena foi revisada para seis anos de prisão.

O julgamento, que começou em maio de 2019, investiga se houve direcionamento e superfaturamento na concessão de obras públicas na província de Santa Cruz, berço político dos Kirchner.

Para os promotores, ela e outros funcionários de seu governo favoreceram empresas de um homem chamado Lázaro Báez — muitas das obras em questão nem mesmo foram concluídas. Especialistas suspeitam que uma parte do dinheiro supostamente desviado teria retornado às mãos da família Kirchner.

O Código Penal do país estabelece que quem for condenado por esses crimes será inabilitado para o exercício de cargos públicos.

"Esta é provavelmente a maior manobra de corrupção já conhecida no país", disse o promotor Diego Luciani ao defender a sentença.

Em 1º de setembro de 2022, quando ocupava a vice-presidência do país, Kirchner foi vítima de uma tentativa de assassinato no bairro da Recoleta, em Buenos Aires, ao sair de um evento.

O militante de extrema direita brasileiro Fernando André Sabag Montiel apontou uma pistola Bersa para seu rosto a poucos centímetros de distância, mas a arma falhou no momento do disparo. Montiel foi detido imediatamente e condenado a 10 anos de prisão no ano passado.

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