Segundo o Tribunal Supremo Eleitoral do país, com 88,4% das urnas apuradas, ela tinha 49,1% dos votos — era preciso 40% para vencer o pleito no 1º turno. Seu adversário mais próximo, o economista Álvaro Ramos, do Partido de Libertação Nacional, obteve 32,8% dos votos.
Fernández, de 39 anos, fez campanha defendendo a continuidade das políticas do atual presidente, Rodrigo Chaves, que, pelas regras do país, não pode concorrer à reeleição. E acenou com a construção de megaprisões, nos moldes das de El Salvador.
O aumento da criminalidade nos últimos anos na Costa Rica, um país historicamente pacífico, pode ter sido ser um fator decisivo para muitos eleitores. Alguns deles culpam o atual governo por não ter conseguido reduzir esses índices, mas muitos foram atraídos pela promessa de Laura Fernández de braço firme na luta contra o narcotráfico muitos deles.
➡️ Um famoso destino turístico por sua vasta riqueza natural, a Costa Rica, com 5,2 milhões de habitantes, deixou de ser apenas ponte para se tornar ponto de exportação de drogas, penetrada por cartéis mexicanos e colombianos, segundo as autoridades.

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Os costa-riquenhos também votaram no domingo para renovar a Assembleia Nacional, composta por 57 cadeiras. Os resultados não haviam sido divulgados até a última atualização desta reportagem, mas pesquisas indicavam que o partido de Chaves ganhará mais espaço.
A dúvida é se os votos serão suficientes para que a sigla alcance também a chamada supermaioria — o que permitiria ao novo governo, por exemplo, escolher todos os magistrados da Suprema Corte.
Vinte candidatos disputavam a presidência, mas nenhum, além de Fernández e Ramos, ultrapassou 5% nos resultados preliminares e parciais.
Há quatro anos, Chaves fez uma campanha como “outsider” que o levou à vitória sobre os partidos tradicionais do país, embora tenha sido ministro da Economia. Sua narrativa de que os partidos tradicionais eram corruptos e agiam por interesse próprio teve grande repercussão em um país que, apesar de ser um dos mais prósperos da América Latina, tem desemprego alto e um déficit orçamentário crescente.
A candidata da direita às eleições em Costa Rica, Laura Fernández, durante comício em Herédia, em 29 de janeiro de 2026. — Foto: Mayela Lopez/ Reuters

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