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Líderes na Câmara preveem aprovação da PEC 6x1 com um ano de transição

O alinhamento entre Planalto e Hugo Motta dificulta qualquer alternativa ao texto. Aliados de Motta veem a estratégia como caminho para eleger o pai, Nabor Wanderley, ao Senado pela Paraíba e pavimentar o caminho para a própria reeleição à presidência da Câmara com apoio do governo federal, em caso de vitória de Lula.

Assim, cada presidente de Casa apostou em um candidato. Davi Alcolumbre sinalizou a Flávio Bolsonaro na derrota de Jorge Messias ao STF. Já Hugo Motta foi de Lula. Faz o jogo do Planalto e busca apadrinhar a PEC - considerada a principal pauta para melhorar a aprovação do presidente da República.

O setor produtivo vislumbra a derrota na Câmara e corre para negociar com o dono da bola no Senado. Hoje à tarde, 30 lideranças do setor produtivo serão recebidas por Davi Alcolumbre. Estarão presentes sindicatos do setor têxtil, construção civil, comércio, saúde, transporte, a CNI e a Fiesp. Na visão da indústria, o plano A é pedir ao presidente do Senado para adiar a votação do texto para depois da eleição, visando não contaminar o debate. O argumento será de que fazer a transição de forma açodada vai aumentar o custo das empresas e gerar inflação, além de aumentar a informalidade.

Resta saber se Alcolumbre vai comprar briga com o eleitor.

Reportagem

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