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Londres registra grandes manifestações em meio à crise política do governo Starmer

Empunhando bandeiras do Reino Unido e vestindo bonés com a frase "Make England Great Again (Mega)", milhares de manifestantes de extrema-direita estão concentrados na Praça do Parlamento e protestam contra o que entendem ser uma onda de discriminação contra pessoas brancas no país.

Tommy Robinson — cujo nome verdadeiro é Stephen Yaxley-Lennon — ficou conhecido por suas posições anti-imigração e declarações xenófobas. Antes da marcha, o ativista publicou no X: "Hoje, nós unimos o Reino e o Ocidente na maior expressão patriótica que o mundo já viu".

A poucos quilômetros dali, manifestantes pró-Palestina empunham cartazes contra a extrema-direita e pedem pela liberação de "reféns palestinos". Muitos deles são vistos usando kaffiyehs, o tradicional lenço quadriculado trajado no Oriente Médio.

Mais de 4 mil policiais foram mobilizados para a capital do Reino Unido e estão controlando uma zona tampão entre as marchas com orientações ideológicas opostas. Os agentes também estão utilizando drones, cavalos e cães policiais, além de manter veículos blindados de prontidão.

A Polícia Metropolitana de Londres classificou a operação como uma das ações de policiamento mais significativas dos últimos anos.

Ao jornal britânico "The Guardian", os policiais disseram que, até o momento, 11 pessoas foram presas por diferentes tipos de crimes e infrações, sem especificar quantas delas estavam em cada um dos protestos.

Além das manifestações, as autoridades também precisam se preocupar com o fluxo de torcedores no estádio de Wembley para o final da Copa da Inglaterra, que está sendo disputada por Chelsea e Manchester City.

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Manifestações encerram semana cáotica para Keir Starmer

As demonstrações em Londres ocorrem em meio a um turbilhão político enfrentado pelo governo trabalhista, do primeiro-ministro Keir Starmer. Na terça-feira (12), quatro ministros pediram demissão do cargo, e quase 80 parlamentares pediram, em carta, que o premiê renuncie.

"Eu estarei em qualquer disputa de liderança para dar sucessão a Starmer", disse Streeting no X.

A crise no centro do governo trabalhista começou após o péssimo resultado para o partido nas eleições municipais e regionais realizadas no início de maio.

O partido de Starmer — que voltou ao poder em julho de 2024, após 14 anos de governos conservadores — perdeu cerca de 1.500 cadeiras de vereadores e viu o partido de direita Reform UK crescer de forma significativa.

A derrota nas urnas foi vista como uma espécie de teste da popularidade do premiê, que caiu bastante desde que assumiu o cargo, há menos de dois anos.

O governo enfrenta dificuldades para entregar o crescimento econômico prometido, melhorar os serviços públicos, reformar o sistema de assistência social e, entre outras coisas, reduzir o custo de vida da população.

Além disso, embora o Partido Trabalhista tenha defendido a permanência do Reino Unido na União Europeia no referendo de 2016, a legenda evita retomar esse debate, que ainda divide profundamente o país.

Apesar da pressão crescente para deixar o cargo, o primeiro-ministro afirma que pretende liderar o Partido Trabalhista nas próximas eleições gerais, previstas para 2029.

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