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Luciano Zucco oficializa candidatura ao governo do RS com presença de Flávio e apoio de Zema

O deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) lançou oficialmente, neste sábado (11), sua pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul com a presença do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).

Flávio está no Rio Grande do Sul desde sexta-feira, quando participou de um painel no 39º Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, e emendou agenda para participar do ato que selou uma aliança de partidos de direita que busca assumir o comando de um estado estratégico para esse campo político.

Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Zucco tem 47 anos e é tenente-coronel formado pela Academia Militar das Agulhas Negras.

Ele ganhou projeção nacional entre conservadores ao presidir a CPI do MST na Câmara, quando foi acusado por lideranças progressistas de tentar criminalizar o movimento. Foi líder da oposição em 2025, deixando o posto em dezembro para se dedicar à pré-campanha.

Zucco se elegeu pela primeira vez para um cargo público em 2018, como deputado estadual pelo então PSL, e, em 2022, teve uma breve passagem pelo União Brasil antes de migrar para o Republicanos, partido pelo qual foi eleito deputado federal com a maior votação do estado naquele ano, antes de migrar para o PL em 2023.

Em seu discurso, Zucco homenageou o ex-presidente, que hoje cumpre prisão domiciliar. "O senhor não pode nos ver, mas vai sentir a energia de toda a gauchada que ele ama. Hoje, as nossas crianças cantam o Hino Nacional por causa do senhor", disse. "Nós lutamos pelos nossos princípios e valores de família, de fé, de liberdade, e nós vamos honrar o senhor."

A candidatura de Zucco tem como principal aliado o PP, maior partido em número de prefeituras e filiados no Rio Grande do Sul. Na sexta-feira (10), o nome da deputada estadual Silvana Covatti foi anunciado como a candidata a vice-governadora.

Ex-secretária da agricultura do governo de Eduardo Leite (PSD) e primeira mulher a presidir a assembleia legislativa do Rio Grande do Sul, Silvana é a aposta de Zucco para atrair o voto feminino.

"Chegou a minha vez de mostrar que a mulher pode fazer saúde, educação e infraestrutura, e cuidar da casa. Para eu estar aqui, tive apoio da minha família", disse, agradecendo ao marido, o ex-deputado Vilson Covatti, e o filho Covatti Júnior, presidente do PP gaúcho.

O objetivo é conquistar o governo após a derrota de virada de Onyx Lorenzoni, candidato do bolsonarismo ao governo, em 2022. Onyx venceu no primeiro turno, mas perdeu por 14 pontos percentuais para Eduardo Leite, que recebeu apoio crítico do PT.

A direita também mira conquistar as duas vagas em jogo para o Senado Federal com os deputados federais Marcel van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL).

Os dois senadores gaúchos, Luis Carlos Heinze (PP) e Paulo Paim (PT), não vão tentar a reeleição, e a vaga de Paim é considerada estratégica pelos bolsonaristas para diminuir a presença da esquerda no Senado.

Além do PP e do Novo, a aliança ganhou a adesão do Republicanos, do senador Hamilton Mourão, e do Podemos. Flávio estava acompanhado dos senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Magno Malta (PL-ES).

Zucco também recebeu apoio em vídeo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro.

O pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, também mandou vídeo de apoio e foi citado nominalmente por Van Hattem, maior liderança do Novo no Rio Grande do Sul, que afirmou que projetos separados da direita estarão unidos no segundo turno das eleições.

"O mais importante de tudo é que todos estamos juntos contra o PT, contra o Lula e contra o STF. Nós temos uma quadrilha hoje dentro do STF. Juízes que teriam a missão de proteger a sociedade brasileira hoje prendem inocentes, perseguem politicamente ", disse Sanderson.


Em discurso, Flávio criticou o ministro Alexandre de Moraes e se apresentou como continuador do projeto político do pai. "Eu sou um simples instrumento. Estou sendo usado no lugar de quem deveria estar aqui, que é o presidente Jair Messias Bolsonaro."

Zucco também criticou o STF, mas focou o discurso nas dificuldades econômicas e de crescimento do Rio Grande do Sul, que ele atribuiu a uma sucessão de governos estaduais do PT e de partidos de centro.

Ele disse que a esquerda do estado tem um projeto "que é invadir terra, que é ideologia nas escolas".

Eduardo Leite, que foi preterido pelo PSD em sua tentativa de concorrer ao Planalto com um discurso centrista e antipolarização, fará campanha para ser sucedido por seu vice, Gabriel Souza (MDB), que tem o deputado federal Ernani Polo (PSD) como colega na chapa.

Polo, que foi secretário de Desenvolvimento Econômico do governo Leite, deixou o PP neste ano após críticas à adesão do partido a uma candidatura com o PL.

Os candidatos ao Senado serão o deputado estadual Frederico Antunes, que também trocou o PP pelo PSD, e o ex-governador Germano Rigotto (MDB).

Leite é o único governador da região Sul que não apoia a anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro, uma das principais pautas do grupo político de Zucco.

O PT não lançará candidato ao governo pela primeira vez e vai indicar o vice da ex-deputada Juliana Brizola (PDT). Ela recebeu apoio oficial do PT gaúcho nesta semana após um conflito com a executiva nacional sobre a retirada da candidatura de Edegar Pretto em prol de um acordo nacional com o PDT.

Para o Senado, concorrerão Paulo Pimenta (PT) e Manuela d’Ávila (PSOL), que defendem uma candidatura unificada da esquerda. Entretanto, a permanência de Manuela foi colocada em dúvida devido à resistência de parte do PSOL em apoiar uma chapa liderada por Juliana.

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