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Lula não está preocupado com eleição ao recriar Ministério da Segurança, diz deputada

Um dos nomes sugeridos pelo setorial de segurança do PT para um eventual Ministério da Segurança Pública, a deputada federal Adriana Accorsi (GO) afirma que a recriação da pasta pelo presidente Lula não tem fundo eleitoreiro e que a iniciativa vai desfazer o "equívoco" de unir a área com a de Justiça.

O tema ganhou força no final do ano passado, quando Lula afirmou que recriaria a pasta se o Congresso aprovasse a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública. Com a saída do ministro Ricardo Lewandowski, a divisão enfrentaria menos resistência —ele se opunha à cisão.

Accorsi diz que sempre defendeu a recriação da pasta. "A junção com a Justiça no governo passado [Jair Bolsonaro] foi um equívoco, porque segurança pública é um tema de grande preocupação da população", afirma. "Ao desfazer esse equívoco, o presidente Lula vai se tornar ainda mais popular junto ao povo brasileiro, porque ele está realmente não só demonstrando a preocupação, como ele está agindo para proteger as pessoas."

Para a parlamentar, a decisão do petista não tem fins eleitoreiros. "O presidente Lula não está preocupado com a questão político-eleitoral. Ele está preocupado realmente em proteger o povo brasileiro e é o que a gente espera dos governadores também", diz.

Ela também avalia que o fato de ser um ano eleitoral não vai atrapalhar a recriação. A condição dada pelo presidente para restabelecer a pasta, a aprovação da PEC da Segurança, não deve ser um entrave, segundo a deputada.

"A PEC da segurança é urgente devido à gravidade do avanço do crime organizado no Brasil", diz. "A legislação que existe hoje foi instituída pela Constituição de 1988 e está desatualizada, porque deixou o combate de praticamente todo tipo de criminalidade para os estados, e hoje não é mais possível que os estados combatam isolados o crime organizado, as facções, porque elas são interestaduais e internacionais."

A deputada defende a prerrogativa do Congresso de propor alterações à PEC original, mas diz que é importante se ater ao texto em seus princípios mais relevantes, como fortalecimento da Polícia Federal, integração e compartilhamento de informações.

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