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Lula viaja com Pacheco a Juiz de Fora e alfineta Nikolas, sem mencionar seu nome

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou, em sua comitiva a Juiz de Fora, neste sábado (28), o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nome que o petista vem defendendo para representar o governo nas eleições em Minas Gerais neste ano. Pacheco foi o único político sem cargo no Executivo a discursar, após convite de Lula.

Durante a visita, o presidente sobrevoou Juiz de Fora e Ubá, duas cidades mineiras afetadas pelas fortes chuvas dos últimos dias, com vítimas fatais e pessoas desabrigadas.

O presidente aproveitou o discurso também para alfinetar o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que pode ser o eventual adversário de Pacheco representando o bolsonarismo, sem citar seu nome. Nem Pacheco nem Nikolas confirmam que serão candidatos ao governo mineiro.

"Eu trouxe comigo um convidado especial, que é o companheiro Pacheco", disse Lula, ao apresentar o senador como integrante de sua comitiva, formada por ministros, o presidente da Caixa, responsável pelo pagamento de benefícios de moradia, e pela primeira-dama Janja da Silva.

No seu discurso, Lula prometeu tratar o caso de Juiz de Fora assim como o do Rio Grande do Sul, em 2024. O presidente mencionou ações como a ajuda a prefeituras e auxílio a empreendedores, além de crédito para habitação.

"Eu digo sempre o seguinte, para mim não importa de que partido é o prefeito, para que time torce o prefeito, que religião o prefeito professa. O que importa é o seguinte, teve um problema na cidade, tem um projeto bem feito, a demanda é verdadeira, nós vamos ajudar os prefeitos a recuperarem a qualidade de vida dessa cidade", afirmou o presidente.

Pacheco não apenas participou do evento ao lado de Lula como foi convidado pelo presidente a falar.

"Eu queria pedir ao companheiro Pacheco, que foi presidente do Congresso Nacional e agora é senador, para falar o que o Congresso pode fazer para ajudar", justificou Lula.

Pacheco disse que era o presidente do Senado quando foram acionadas ações de mitigação da tragédia no Rio Grande do Sul. Ele elogiou Lula, ressaltando a relevância populacional de seu estado-natal: "Dizia o presidente da Caixa que Minas é destinatário, enquanto estado, de 10% a 15% dos recursos federais da Caixa. O que é bom, porque Minas representa exatamente 10% da população do Brasil, 15% do número de municípios brasileiros, e eu fico feliz que hoje seja destinatário de 100% da atenção do presidente Lula."

Minas é o segundo mais importante colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo, e é considerado um importante campo de batalha política por não estar identificado nem com o petismo nem com o bolsonarismo.

As falas da comitiva presidencial foram encerradas por Lula com uma menção implícita a Nikolas, que prepara uma manifestação neste domingo (1º) em São Paulo contra o governo, pedindo o impeachment de Lula e de ministros do STF. O deputado é muito popular nas redes sociais.

"Este ano é o ano da verdade neste país. Este é o ano em que a gente vai provar quem mente e quem não mente. Este é o ano em que a gente vai provar quem faz e quem não faz. A gente vai provar que fazer pirotecnia através do celular não resolve o problema da sociedade. O cidadão que fica gravando e fazendo meme toda hora, brincando de fazer política, nós vamos desmascarar neste ano", disse Lula.

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