A Apple apresentou, nesta quarta-feira (4), seu novo modelo de notebook, o MacBook Neo. O aparelho chega com a proposta de baratear o acesso ao sistema macOS por meio de um preço de entrada agressivo. À venda por R$ 7.299, o modelo se posiciona abaixo do iPhone 17 básico, vendido atualmente por R$ 7.999 no país. Para isso, a fabricante reduziu os custos de produção ao utilizar o processador A18 Pro, o mesmo do iPhone 16 Pro, e adotou uma carcaça de alumínio reciclado.
O lançamento marca uma mudança na estratégia comercial da empresa liderada por Tim Cook. Agora, a marca busca enfrentar o avanço de PCs baratos com Windows e processadores Qualcomm. O novo computador possui uma carcaça de alumínio colorida, tela de 13 polegadas e bateria com autonomia de 16 horas. A máquina busca atender estudantes e usuários comuns com tarefas de navegação e edição leve. Confira, logo abaixo, todos os detalhes do novo MacBook.
MacBook Neo é a aposta da Apple para competir com Chromebooks — Foto: Divulgação/Apple Neste texto, detalhamos as especificações técnicas da nova máquina da Apple, explicamos as limitações de hardware aplicadas para baixar o preço e analisamos o público-alvo do aparelho. Veja os tópicos abordados:
- Como é o MacBook Neo?
- O que o MacBook Neo tem de diferente?
- Para quem o MacBook Neo é indicado?
- MacBook Neo inaugura nova estratégia comercial da Apple
Com um chassi construído em alumínio reciclado, a peça pesa 1,2 kg e dispensa o uso de ventoinhas internas de resfriamento. Já a tela traz Liquid Retina, mede 13 polegadas e emite 500 nits de brilho máximo com uma resolução de 2408 x 1506 pixels, além de revestimento antirreflexo. A estrutura externa está disponível em quatro opções de cores: blush (rosa), índigo (azul), prateado e amarelo-cítrico.
O motor do equipamento é o processador A18 Pro, o mesmo do iPhone 16 Pro. No entanto, a fabricante acrescentou uma Neural Engine de 16 núcleos focada na aceleração de tarefas de inteligência artificial. Além disso, a Apple define a memória RAM inicial em 8 GB. O consumidor ainda pode escolher entre unidades de armazenamento interno SSD de 256 GB ou 512 GB no momento da compra. Para suportar tudo isso, a bateria interna entrega até 16 horas de uso contínuo longe da tomada.
Apple traz uma construção mais simples em seu novo notebook — Foto: Divulgação/Apple Para quem pretende fazer reuniões e chamadas de vídeo, o sistema inclui uma câmera frontal FaceTime HD de 1080p e dois microfones direcionais com filtragem de ruído. Enquanto isso, as laterais abrigam dois alto-falantes com suporte à tecnologia Áudio Espacial e Dolby Atmos. Ainda, o aparelho oferece duas portas USB-C para recarga ou conexão de monitores externos e periféricos, além de uma entrada tradicional para fones de ouvido com fio. Quanto à internet e Bluetooth, não se preocupe, o hardware suporta conexões sem fio Wi-Fi 6E e Bluetooth 6.
2. O que o MacBook Neo tem de diferente?
A alteração principal reside no processador central. A fabricante equipa as linhas Air e Pro com os chips da família M, desenhados exclusivamente para computadores. Já o modelo Neo utiliza o mesmo chip de smartphone presente no iPhone 16 Pro do ano passado. Essa escolha industrial corta os custos de desenvolvimento da máquina. O notebook roda o sistema macOS Tahoe completo, mas opera com um limite de desempenho menor em renderização gráfica pesada.
A configuração de biometria apresenta restrições. A Apple incluiu o leitor de impressões digitais Touch ID apenas no modelo com 512 GB de armazenamento. Por isso, a versão de 256 GB exige a digitação manual de senhas alfanuméricas para o desbloqueio da tela e a autorização de compras no sistema Apple Pay.
Novo MacBook aposta em configurações mais modestas para baratear preço — Foto: Divulgação/Apple A proposta de barateamento elimina opções de conectividade física exclusivas da marca. O aparelho não possui o conector magnético MagSafe dedicado à energia. Então, o usuário deve ocupar uma das duas portas USB-C disponíveis quando precisa recarregar a bateria do sistema. Além disso, apesar de a tela manter a alta resolução característica dos produtos da empresa, ela não oferece a taxa de atualização rápida de 120 Hz, mantendo-se no padrão de 60 Hz.
3. Para quem o MacBook Neo é indicado?
O equipamento atende consumidores com demandas básicas de computação diária. A máquina executa com facilidade a edição de textos, navegação na internet com múltiplas abas, reprodução de filmes e criação de planilhas. Ainda, o chip A18 Pro suporta as ferramentas do pacote Apple Intelligence, como resumo automático de anotações no aplicativo Notes e remoção de objetos indesejados no aplicativo Fotos. Outro ponto positivo é a ausência de ventoinhas, que elimina o barulho em usos mais exigentes.
A Apple direciona o produto para estudantes e compradores do primeiro Mac. O preço oficial no Brasil atinge R$ 7.299 para o público geral. Contudo, empresa aplica um desconto direto para o setor educacional: alunos e professores qualificados pagam R$ 6.199 pelo equipamento. A pré-venda já iniciou no site oficial e as entregas físicas começam no dia 11 de março, nos Estados Unidos.
MacBook Neo é voltado para públicos menos exigentes — Foto: Divulgação/Apple Usuários com fluxos de trabalho pesados encontrarão limitações rápidas neste hardware. A memória RAM de 8 GB e o chip de origem móvel não suportam edição simultânea de vídeos em resolução 4K pesada ou renderização 3D complexa. Para profissionais de arquitetura, áudio e desenvolvedores de software, que necessitam de grande poder de fogo, os modelos MacBook Air ou MacBook Pro equipados com a nova geração de processadores M5 são a escolha correta.
4. MacBook Neo inaugura nova estratégia comercial da Apple
A introdução do termo "Neo" altera o posicionamento da empresa no mercado global de PCs. A fabricante restringia sua atuação aos segmentos premium de alto valor e novo aparelho entra na disputa por volume de vendas contra concorrentes tradicionais como Dell, Lenovo, Acer, Asus e Samsung. O alvo principal é a categoria de notebooks de baixo custo que rodam Windows e utilizam arquitetura de chips Qualcomm ou Intel Core Ultra.
Vale lembrar que o setor mundial de tecnologia enfrenta uma escalada nos preços de componentes eletrônicos, por conta da alta demanda por chips de memória destinados a data centers de inteligência artificial. Com isso, a Apple aproveita componentes já massificados na linha de montagem do iPhone para blindar seu novo notebook contra essa inflação de peças. A tática repete o movimento recente nos smartphones com a chegada do iPhone 17e, onde a empresa desenvolve uma base de produtos focada em atrair novos clientes pela via do preço baixo. A meta é expandir a base de usuários do ecossistema e passar a gerar receita contínua por meio de assinaturas de nuvem e serviços.
Novo MacBook baratinho é uma solução contra o aumento dos preços dos chips para IA — Foto: Divulgação/Apple Vídeo: Conhecemos os PROCESSADORES INTELIGENTES da INTEL!
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