Líder de centro-direita e vencedor das eleições parlamentares de abril, Magyar foi eleito pelo Parlamento húngaro e assumiu o cargo com promessas de mudança política, combate à corrupção e reaproximação com a União Europeia.
Em seu primeiro discurso como primeiro-ministro, Magyar disse que pretende “servir” ao país, e não “reinar” sobre ele.
Primeiro-ministro da Hungria, Peter Magyar, discursa durante sua cerimônia de posse no parlamento húngaro, em Budapeste, em 9 de maio de 2026. — Foto: AFP

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Magyar também disse que os húngaros deram ao novo governo um mandato para encerrar um período de “deriva” no país.
A posse marca uma mudança de rumo na política húngara. Orbán, nacionalista e crítico de parte das políticas da União Europeia, governava o país desde 2010. Sob seu governo, a Hungria teve relações tensas com Bruxelas e foi alvo de questionamentos sobre Estado de Direito, liberdade de imprensa e independência das instituições.
O partido de Magyar, o Tisza, venceu as eleições de 12 de abril e obteve maioria constitucional no Parlamento. Com isso, o novo governo terá margem para tentar reverter reformas feitas durante os governos Orbán e que, segundo críticos, enfraqueceram instituições democráticas.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, parabenizou Magyar pela posse e disse que a renovação na Hungria envia um sinal importante.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também saudou a posse e disse que ela representa “um novo capítulo na história da Hungria”.
Magyar assume o governo com desafios econômicos. A economia húngara começou a sair da estagnação no primeiro trimestre, mas o país ainda enfrenta pressão nas contas públicas. Dados divulgados na sexta-feira (8) mostram que o déficit orçamentário já havia atingido 71% da meta anual até abril, impulsionado por gastos antes das eleições.
O novo primeiro-ministro afirmou que o déficit pode chegar a 7% do PIB neste ano.
Magyar disse que pretende fechar um acordo com líderes europeus para liberar os recursos até 25 de maio.
O novo governo também promete reafirmar a orientação ocidental da Hungria. O país é membro da Otan, mas, sob Orbán, passou a ser visto por aliados europeus como mais próximo do Kremlin. O ex-primeiro-ministro também se opunha a parte dos esforços da União Europeia para apoiar a Ucrânia contra a invasão russa.
Magyar prometeu ainda uma ampla campanha anticorrupção e mudanças na mídia pública. Ele acusa veículos estatais e pró-Orbán de terem ajudado o ex-primeiro-ministro a manter influência política, dando pouco espaço a críticos do governo.
Do lado de fora do Parlamento, pessoas se reuniram para acompanhar a sessão inaugural em telões instalados em Budapeste.
Magyar encontra-se com simpatizantes ao chegar à Praça Kossuth, antes da sessão inaugural do novo Parlamento e da posse cerimonial dos representantes em Budapeste, em 9 de maio de 2026. — Foto: AFP
*com informações das agências Reuters e AFP

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