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Mais de 5 milhões deixaram o Bolsa Família em 3 anos, diz ministro

Bolsa Família tem membros de 13 milhões de famílias que já estão no mercado de trabalho. Wellington Dias informou que 7,1 milhões de membros de famílias estão trabalhando empregadas e outras 5,9 milhões têm um pequeno negócio, mas seguem dentro do programa. "E por que estão ainda no Bolsa Família? É porque a renda do trabalho ainda precisa ser complementada. Mas essas pessoas já estão trabalhando e produzindo", disse no programa Bom dia, ministro, da ECB. Segundo ele, há ainda outras 4 milhões de pessoas do programa que trabalham em atividades rurais.

Ministro disse que fortalecimento da proteção social é um dos fatores que contribuíram para a saída do Brasil do Mapa da Fome. Segundo ele, o aperfeiçoamento do programa Bolsa Família, a partir de 2023, teve papel relevante no combate à insegurança alimentar. Dias disse que entre 2023 e 2025, o programa alcançou, em média, 20,7 milhões de famílias — cerca de 54 milhões de pessoas — com repasses que somam R$ 434,7 bilhões no período.

Dados do Bolsa Família mostram que é errada crítica de que programa cria dependência de famílias pobres. Wellington Dias apresentou esses dados como resposta quando perguntado sobre as críticas do apresentador Luciano Huck, que apontou o programa como responsável pela dependência "eterna" de famílias pobres.

Luciano Huck disse que Bolsa Família desestimula população pobre a procurar emprego. "O prefeito de Senhor do Bonfim [Laércio Júnior (União Brasil)] tem 56% da sua economia no Bolsa Família. O que acontece? Você não gera nenhum tipo de estímulo para que as famílias queiram sair do Bolsa Família", disse o apresentador em fórum da Esfera Brasil, no Guarujá, no último sábado (23).

Estudos desmentem também críticas de apresentador. Cerca de 61% dos beneficiários de 2014 deixaram programa até 2025. As saídas foram observadas principalmente nas faixas entre 15 e 17 anos (71,2%) e entre 11 e 14 anos (60,8%), revela um estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas). Adolescentes e maiores de 18 anos continuam recebendo o benefício caso a renda per capita da família permaneça insuficiente. Atualmente, o limite é de R$ 218 por pessoa.

Beneficiários também não pararam de procurar emprego. O mesmo estudo da FGV indica que muitos inscritos no CadÚnico (cadastro de pessoas em vulnerabilidade social) saíram do programa após ingressarem no mercado de trabalho. Entre todos os beneficiários, 28,4% tinham carteira assinada em 2025.

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