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Mais militares, novas bases e terras para os EUA: o que se sabe sobre as negociações envolvendo Trump e a Groenlândia

▶️ Contexto: A pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a ilha provocou uma escalada de tensões com a Europa nos últimos dias.

  • Trump afirma que precisa da Groenlândia por motivos de segurança nacional e para proteger o Ártico de ameaças da Rússia e da China.
  • O presidente disse que não pretende usar força militar para obter a ilha, mas chegou a ameaçar países europeus com a imposição de tarifas.
  • Diante desse cenário, autoridades europeias afirmaram que a relação com os EUA sofreu um abalo.
  • A Dinamarca, por sua vez, tem reiterado que a soberania sobre a Groenlândia não está em negociação.

Uma das ambições de Trump em relação à ilha seria a instalação de uma estrutura para a criação do chamado Domo de Ouro. O sistema militar está sendo planejado pelos EUA para interceptar mísseis lançados contra o território norte-americano.

🔎 Segundo o jornal The New York Times, as conversas dentro da Otan giram em torno de três pontos centrais. Veja a seguir:

  • Atualização do acordo de 1951 entre EUA e Dinamarca: De acordo com a reportagem, aliados discutem um novo pacto que poderia ampliar a presença americana na ilha, incluindo autorização para a construção de novas bases militares.
  • Restrições a países fora da Otan: Os aliados avaliam bloquear o acesso de adversários estratégicos às reservas de terras raras existentes sob o gelo da ilha. A ideia é impedir que China e Rússia explorem minerais na região.
  • Nova missão da Otan no Ártico: Autoridades ouvidas pelo jornal afirmaram que a proposta é vista como uma forma de reforçar a segurança militar na região, diante do aumento da atividade russa e chinesa.

Em um cenário de acordo nesse formato, essas áreas não poderiam sofrer interferência da Groenlândia nem de países europeus. Na prática, essas porções de terra funcionariam como território americano, o que seria essencial para a construção do Domo de Ouro.

  • Por ora, o governo dos EUA teme que a Groenlândia avance rumo à independência. A ilha já foi autorizada pela Dinamarca a realizar um referendo sobre o tema.
  • Nesse cenário, os americanos avaliam que um futuro governo groenlandês poderia encerrar ou restringir o acordo de 1951, que permitiu a instalação de uma base militar americana na região.

Enquanto isso, Trump afirmou na quinta-feira (22) que está negociando o acesso “total e permanente” dos Estados Unidos à Groenlândia. Os termos do acordo, no entanto, ainda não estão claros.

“Os detalhes ainda estão sendo negociados. Mas, essencialmente, é acesso total. Não tem fim, não tem prazo”, disse o presidente em entrevista.

A Dinamarca voltou a declarar que a soberania sobre a ilha não foi colocada em discussão na reunião. Já o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que a “soberania é uma linha vermelha” nas negociações.

“Não podemos ultrapassar linhas vermelhas. É preciso respeitar a integridade territorial, o direito internacional e a soberania”, disse.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Fórum Econômico Mundial, em 21 de janeiro de 2026 — Foto: REUTERS/Denis Balibouse

A União Europeia afirmou na quinta-feira que vai se defender contra qualquer forma de “coerção” e anunciou planos para ampliar investimentos em segurança no Ártico, incluindo a compra de equipamentos militares adaptados ao ambiente polar.

A situação da Groenlândia foi discutida em uma reunião de emergência do bloco. Após o encontro, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que a UE segue aberta ao diálogo com os Estados Unidos sobre temas de interesse comum, mas indicou que o bloco adotará cautela.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que é hora de avançar nos investimentos em segurança no Ártico — região da qual a Groenlândia faz parte — e anunciou um pacote de investimentos para fortalecer as relações da UE com o território.

“Devemos fortalecer os acordos de segurança e defesa com parceiros da região, como Reino Unido, Canadá, Noruega e Islândia, entre outros. Isso se tornou uma necessidade geopolítica real para a Groenlândia”, afirmou.

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