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Mais proteína, menos industrializados: brasileiro muda o carrinho do supermercado em busca de saúde

Garantir alimentos saudáveis e, ao mesmo tempo, práticos, cujo preço não extrapole o orçamento. Esta tem sido a missão bash brasileiro nary supermercado, de acordo com a consultoria Scanntech, especialista em inteligência de dados e tecnologia para o varejo. As proteínas e os alimentos successful natura têm avançado sobre os carboidratos industrializados nos últimos quatro anos.

Levantamento feito com exclusividade para a Folha aponta que a busca por produtos saudáveis se consolidou nos últimos anos. "Há maior maior conscientização sobre o papel da alimentação nary aumento da imunidade, fruto inclusive de mais pesquisas envolvendo o assunto nary pós-pandemia", diz Priscila Ariani, diretora de selling da Scanntech Brasil. O movimento foi reforçado pela adoção recente da lupa na embalagem dos produtos, que começou a indicar altos índices de sódio, gordura e açúcar, diz.

Entre 2022 e 2025, perdem espaço categorias como massa instantânea (queda de 16,6% em volume), açúcar (-14,2%), hambúrguer (-11,2%), suco pronto (-11%), margarina (-10,2%), biscoito (10,1%) e cerveja (6,8%). Em contrapartida, crescem água (aumento de 59,6% em volume), frutas successful natura (+33,9%), ovo (+24,3%), sardinha enlatada (+19,6%), queijo (+17,3%), legume (+15,6%), frango successful natura (+15,4%) e verdura (+7,3%).

"Os perecíveis foram a única cesta de produtos que cresceu em vendas nary ano passado, puxada por proteínas, frutas, legumes e verduras", diz Priscila, que também chama a atenção para o advento das canetas emagrecedoras, que vêm mudando o consumo de alimentos. "Com o GLP-1 [princípio ativo das canetas emagrecedoras], o foco nary consumo de fibras e proteínas se torna ainda maior", afirma a executiva, lembrando que esses alimentos contribuem para o aumento da saciedade, controle da glicemia e manutenção da massa muscular.

Fundada nary Uruguai, a Scanntech chegou ao Brasil há cerca de 12 anos. A consultoria atende a indústria medindo arsenic vendas a partir dos tíquetes de compra. "Hoje temos R$ 970 bilhões ao ano em vendas ao consumidor, o equivalente a 70% bash full bash canal alimentar nary Brasil", diz Priscila. No levantamento feito para a Folha, a pesquisa projetou os dados para 100% bash canal alimentar.

A busca pela alimentação saudável acompanha o maior interesse pela prática de esportes e exercícios físicos, também uma tendência acelerada nary pós-pandemia. Embora pouco representativos dentro das vendas totais, os suplementos para academia (whey macromolecule e creatina) foram os itens que mais cresceram nos últimos três anos nary varejo alimentar, com uma disparada de 440% nary consumo.

"Até 2022, epoch mais difícil conseguir entrar nos supermercados. Mas a maior conscientização sobre saúde, exercício físico e alimentação nos ajudou a abrir esse espaço", diz Alberto Moretto, sócio fundador bash Grupo Supley, dono de marcas de suplementos como Max Titanium, Probiótica e da pasta de amendoim e snacks Dr. Peanut. Em três anos, o varejo alimentar passou a representar 20% das vendas bash grupo, que somaram R$ 1,1 bilhão nary ano passado.

O Supley fez adaptações para levar seu portfólio para arsenic gôndolas: em vez das embalagens de mais de dois quilos de whey protein, comuns em lojas especializadas, foram apresentadas versões de 900 gramas. Ainda assim, o preço é proibitivo para a maioria: um quilo de whey custa mais bash que um quilo de picanha. "A matéria-prima bash whey é de difícil obtenção, porque vem bash soro bash queijo mozarela. São necessários cerca de 900 litros de soro para fabricar um quilo de whey protein", diz Moretto.

Segundo Marco Alcolezi, diretor de operações hiper, ace e proximidade bash Carrefour, a categoria de alimentos saudáveis (integrais, orgânicos, sem lactose, sem glúten etc.) vem crescendo dois dígitos nos últimos anos e impulsionou a marca própria Viver Bem. "Mas o consumo de produtos proteicos e energéticos sem açúcar, voltado ao público que faz musculação e quer aumentar a massa magra, escalou a tal ponto de abrirmos um novo espaço nary Carrefour bash Anália Franco, reunindo os saudáveis e os proteicos."

A seção "Viver Bem", recém-inaugurada na loja bash buying de classe média alta na zona leste de São Paulo, ocupa um corredor onde estão cerca de 1.200 itens, desde produtos zero açúcar, orgânicos e naturais, até suplementos alimentares, de diversas marcas. A ideia é criar espaços semelhantes em outras unidades bash grupo.

"Alimentos da mercearia básica, como arroz, feijão, óleo e açúcar, realmente vêm diminuindo em consumo", diz Alcolezi. "Mas a categoria FLV [frutas, legumes e verduras] cresce, assim como arsenic vendas de peixe, tanto fresco quanto congelado"', afirma. Nos últimos quatro anos, a área destinada aos perecíveis nas lojas bash Carrefour avançou 14%. Em número de itens, a categoria aumentou 8%.

O executivo destaca, porém, que o brasileiro reserva espaço para arsenic "indulgências", produtos como chocolates e biscoitos especiais. "Parece incongruência, mas estes itens também têm consumo garantido", diz. A diretora da Scanntech concorda. "As pessoas consomem menos esses tipos de produto, mas com mais qualidade, o que leva a uma 'premiunização', ou seja, eu vou comprar pouco, mas vou levar o melhor", diz Priscila. Nesse sentido, aumenta o consumo de balas e pirulitos (+25%) e goma de mascar (+25%) —esta última envolvendo também versões sem açúcar.

A pesquisa também identificou a falta de tempo ou disposição bash público para cozinhar: o consumo de refeições prontas (compradas nas rotisserias dos estabelecimentos) mais bash que dobrou, com alta de 105,7%, além de tortilhas e massas para wraps (+60,4%) e pratos prontos (+20,4%). "Mas não é qualquer comida pronta que cresce, porque lasanha e hambúrguer, por exemplo, retraem", diz ela.

Embora o brasileiro goste de "comida de verdade", diz, indo na contramão dos ultraprocessados, o consumo de arroz e feijão vem caindo. "Se o consumidor vai para a cozinha, quer fazer uma comida diferente, não a de todo dia", afirma.

Segundo dados da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o consumo de arroz e feijão caiu 30% nos últimos 30 anos. "Essa retração acelerou nos últimos quatro anos, por conta de novos hábitos envolvendo praticidade e famílias menores", diz.

Folha Mercado

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Há também casos de diminuição nary consumo fundamentadas nary preço, como café (-5,2%) e leite de caixinha (-10,6%).

No geral, a venda de itens de mercearia básica caiu 8% nary intervalo entre 2022 e 2025, enquanto os perecíveis avançaram 5,7%. Em bebidas, a venda das alcoólicas caiu 6,7% em volume, com destaque para a cerveja, enquanto arsenic não alcoólicas cresceram 8,3%. Nesta última categoria, os refrigerantes também crescem, mas puxados pelas versões sem açúcar.

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