Lideranças nacionais do MDB lembram que o partido elegeu suas maiores bancadas parlamentares em eleições nas quais liberou seus diretórios estaduais para apoiarem os candidatos presidenciais que quisessem.
O argumento vem sendo usado internamente para que a legenda, dividida em alas próximas a Lula e Flávio Bolsonaro, se mantenha neutra também neste ano.
Em 1998, o MDB ficou oficialmente neutro na corrida presidencial e conquistou 83 cadeiras na Câmara. O mesmo ocorreu em 2006, quando fez 89. Em comparação, foram 42 deputados eleitos em 2022.
Numa conta da direção partidária, hoje há tendência pró-Lula em apenas 10 dos 27 estados, concentrados no Norte e Nordeste. Nos demais, o viés é de apoio a Flávio, ou até mesmo a uma terceira via. Ninguém teria força para impor maioria numa convenção para um dos lados.
Na última quinta-feira (19), o cenário de apoio a Lula ficou mais distante, com o fortalecimento do MDB do Rio de Janeiro, que indicou a candidata a vice na chapa de Eduardo Paes (PSD) ao governo estadual. O diretório local é mais próximo de Flávio.

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