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Mercadante confirma venda de ações da Petrobras por BNDES em maio

Valorização das ações da Petrobras elevou a fatia da petroleira na carteira do BNDES. Mercadante disse que uma cláusula prudencial do Banco Central determina que nenhuma instituição financeira pode ter mais de 25% de sua carteira em uma única ação. "Como a Petrobras teve uma valorização muito forte no primeiro trimestre, ficamos com risco de romper esse teto", disse em evento no BNDES hoje.

Todas ações vendidas foram preferenciais. Esses papéis tiveram uma valorização da ordem de 58% no primeiro trimestre, saltando de R$ 30,82 para R$ 48,67. Ontem, ações PN fecharam cotadas a R$ 43,40.

Alta do preço do petróleo e resultados de balanço alimentam alta da Petrobras na Bolsa. O desempenho operacional da companhia acompanha a evolução da cotação do barril porque a extração de petróleo é a principal atividade da companhia. No primeiro trimestre, o preço do barril cotado no contrato futuro para o tipo Brent saltou 65%, de US$ 61 em 31 de dezembro de 2025, para US$ 101, no dia 31 de março.

Petrobras lucrou R$ 32,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026. O ganho ficou acima dos R$ 29 bilhões projetados por analistas. Em dólares, o lucro líquido, de US$ 6,25 bilhões no primeiro trimestre de 2026 superou os resultados de Shell e Exxon Mobil, sendo o maior entre as grandes petroleiras globais no período.

BNDES está ajustando a carteira de participações em outras empresas. O banco vendeu R$ 500 milhões em ações da Axia Energia, antiga Eletrobras. Segundo Mercadante, a venda de ações de empresas maduras segue os planos do banco de fomento, de realocar recursos em outras companhias. "Somos bancos de fomento e desenvolvimento. Não podemos olhar só o rendimento. Temos que olhar o futuro, tecnologia, descarbonização, inovação. Olhamos nossa carteira nessa perspectiva", disse.

Brasil Soberano 2

Mercadante disse que a demanda por recursos do plano Brasil Soberano 2 está forte e já chega a cerca de R$ 5 bilhões. O novo programa foi desenhado para apoiar empresas brasileiras exportadoras afetadas pelas tarifas de importação dos Estados Unidos e aquelas impactadas pelos efeitos da guerra no Oriente Médio.

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