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Mercado já espera fim do ciclo de corte de juros do BC, analisa economista

Ao explicar por que a inflação voltou ao centro do debate, Igliori citou três pressões: clima (El Niño), o conflito no Oriente Médio com o choque do petróleo e fatores domésticos, como demanda forte e gastos públicos, além de desemprego baixo.

Temos três fatores relevantes para colocar nessa situação. Olhando primeiro para aquilo que a gente de fato não controla no curto prazo, que são os El Niño, os cientistas, os meteorologistas estão alertando que talvez venha algo bastante importante, eles estão até batizando de super El Niño. Então todo o lado agro pode ser bastante impactado com esse evento climático.
Danilo Igliori

Ele disse que a guerra tende a continuar pressionando preços e que, no Brasil, a combinação de demanda aquecida e impulso fiscal dificulta uma melhora consistente da inflação, o que limita o espaço para queda da Selic.

O conflito do Oriente Médio tudo indica que ainda vai se arrastar por um bom tempo. E os impactos já estão sendo sentidos. A tendência aqui também é pressionar ainda mais a inflação. E finalmente o nosso lado aqui doméstico. A gente também tem uma demanda muito forte, tem a ver com pressão vindo de gastos públicos, desemprego está muito baixo, então a gente não vê um cenário de grandes melhoras na inflação e muito provavelmente a gente vai ver alguma pior ao longo do ano.
Danilo Igliori

O economista resumiu que o mercado passou a enxergar o fim do ciclo de cortes mais perto. Para ele, isso reflete a volta da inflação como principal preocupação macroeconômica.

O cenário está bem perto daquilo que a gente estava pintando. Está bem difícil para trazer a Selic para baixo. A visão do mercado está cada vez mais de que o espaço para redução de juros está perto de terminar e inflação voltando para o centro do radar em termos de preocupações macroeconômicas.
Danilo Igliori

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