A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro elogiou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautar a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à redução das penas dos condenados pelo 8 de Janeiro. A proposta beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Grande Nikolas", escreveu Michelle Bolsonaro no seu Instagram ao compartilhar uma publicação do deputado, que mostra uma foto do parlamentar mineiro com Alcolumbre. Nos bastidores do PL, a avaliação é que a vitória levará o carimbo do deputado, principalmente se confirmada em plenário com a derrubada do veto.
Michelle e Nikolas fazem parte, no PL, de um grupo que por vezes já acumulou atritos com os filhos de Bolsonaro. A avaliação é que os descendentes do ex-presidente temem perder espaço na direita diante do crescimento da ex-primeira-dama e do parlamentar. Recentemente, o congressista foi alvo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
No PL e em outros núcleos de direita, Michelle era vista como uma opção de presidenciável ou mesmo de vice numa eventual candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) à Presidência. Já Nikolas é uma aposta do grupo como futuro presidenciável por causa da sua influência entre o público jovem. O deputado tem 29 anos.
O chamado PL da Dosimetria, como ficou conhecido, foi aprovado no ano passado na Câmara e no Senado, com apoio do PL e oposição do PT, mas acabou vetado por Lula em 8 de janeiro deste ano. Desde então, Alcolumbre não pautou uma sessão do Congresso para analisar o veto, e os condenados continuam cumprindo integralmente suas penas.
A decisão de Alcolumbre de pautar o veto foi anunciada nesta quinta-feira (09), um dia depois de uma conversa com Nikolas Ferreira. O deputado, considerado um guru digital da direita e um dos puxadores de votos do PL para a eleição deste ano, tentou convencer o presidente do Senado a convocar a sessão do Congresso.
"Nesse momento eu só tenho que agradecer ao presidente. A missão não está concluída, temos que derrubar o veto, o que cabe ao Congresso. Mas o penúltimo passo foi dado para poder libertar essas pessoas. Que bom que ele me ouviu. Ontem eu disse pra ele que falaria apenas uma coisa: 'obrigado'", disse Nikolas à Folha.
Um dos motivos para o veto demorar tanto a ser pautado foi a pressão da oposição por uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista sobre a fraude do banco Master. Pelo regimento, esse tipo de colegiado precisa ser instaurado na primeira sessão do Congresso realizada após ser protocolada com o número mínimo de assinaturas.
Presidente do PL em Minas Gerais, o deputado Domingos Sávio disse à Folha que Nikolas é "um fenômeno" porque "além de ter uma grande influência e arrastar milhões de pessoa ele tem se mostrado maduro e habilidoso para alcançar objetivos que considera justos".
O deputado, que é pré-candidato ao Senado, afirmou que a direita deve muito à Nikolas "este anúncio feito pelo presidente Alcolumbre. Agora é garantir que isto seja cumprido e que possamos realmente derrubar o veto".

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